Segunda votação parlamentar para escolher presidente estoniano fracassa

Riga, 30 ago (EFE).- A segunda votação realizada no parlamento da Estônia, o Riigikogu, para escolher o novo presidente do país terminou nesta terça-feira com um novo fracasso já que nenhum dos três candidatos conseguiram o respaldo necessário de dois terços da câmara.

Sem ter concorrido na primeira rodada, o ex-comissário europeu e ex-primeiro-ministro estoniano Siim Kallas, do liberal Partido Reformista e apoiado pelos social-democratas, obteve o maior número de votos, 45, mas longe dos 68 requeridos.

Mailis Reps, ex-ministra de Educação e respaldada pelo Partido de Centro, ficou em segundo lugar com 32 votos, enquanto Allar Jõks, independente que foi chanceler de Justiça e que era apoiado pela formação de centro-conservadora União Pró Pátria e Rês Publica e pelo Partido Livre (Vabaerakond), ficou com 21 votos.

Está prevista uma nova votação nesta tarde entre os dois candidatos com mais respaldo, mas, de acordo com as pesquisas, nenhum deve conseguir a vitória.

Se isso ocorrer, o novo presidente seria eleito finalmente no final de setembro por uma assembleia eleitoral formada pelos parlamentares e representantes dos governos locais.

Depois da primeira votação infrutífera realizada ontem para designar o sucessor do social-democrata Toomas Hendrik Ilves, a sessão de hoje começou com acusações mútuas entre os social-democratas e o Partido Reformista, que tinham acordado apoiar hoje de forma conjunta Kallas.

Segundo veículos de imprensa estonianos, cinco deputados do Partido Reformista (que na primeira rodada não apresentou candidato) não tinham votado o véspera ao candidato social-democrata, Eiki Nestor, que ficou longe da maioria necessária apesar de reunir o maior número de apoios (40).

Após criticar esse comportamento, o porta-voz social-democrata ratificou que seu grupo respeitaria seu compromisso de apoiar hoje ao candidato reformista Kallas, que se submeteu à segunda rodada após retirar-se Nestor da corrida pela presidência, como se tinha acordado.

A presidência da Estônia é um posto de caráter representativo, mas pode ganhar peso político e internacional dependendo do perfil do eleito.

Toomas Hendrik Ilves deixa o cargo após dois mandatos, o máximo legal.

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