Bancada progressista do Parlasur condena "golpe de Estado" contra Dilma

Montevidéu, 31 ago (EFE).- A bancada progressista do parlamento do Mercosul (Parlasur) condenou nesta quarta-feira a destituição de Dilma Rousseff pelo Senado brasileiro, o que qualifica como "golpe de Estado".

Em comunicado divulgado pelo vice-presidente do parlamento, Daniel Caggiani, o setor se manifestou "perante o golpe à democracia brasileira e latino-americana".

"A bancada progressista do Parlasur expressa seu total repúdio ao golpe de Estado concretizado contra a companheira Dilma Rousseff por parte dos setores oligárquicos, conservadores e reacionários do Brasil. Não há mais democracia no Brasil", diz parte do comunicado.

De acordo com os integrantes deste grupo, a democracia brasileira "foi subtraída por um grupo de parlamentares corruptos e juízes que não estão do lado da Justiça".

Além disso, reiteram sua rejeição de que na América Latina "voltem a se instalar golpes" contra os processos democráticos, que segundo sua visão, são maneiras de "dar voltas" às decisões que os povos adotam nas urnas.

"Primeiro foi o golpe em Honduras, depois no Paraguai e agora no Brasil. Além disso, outras tentativas de desestabilização política no Equador, Bolívia, Venezuela são levados adiante pelos setores conservadores da região para impor sua agenda e dar volta aos processos de mudanças progressistas", continua o documento.

Da mesma maneira, este setor, que é integrado por representantes de Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e Venezuela, ressalta que este fato representa "um golpe político contra o Mercosul" em seu processo de integração regional.

Os integrantes do Parlasur também convocaram o conjunto de "forças de esquerda" da região para apoiar "o retorno da democracia" no Brasil.

"Rejeitamos as manifestações de ódio contra as figuras de Dilma e (Luiz Inácio) Lula (da Silva), assim como a perseguição judicial, a difamação e ameaças que atropelam todas as garantias do devido processo que estão aplicando contra o ex-presidente operário (Lula)", conclui o comunicado dos progressistas.

O Senado brasileiro destituiu Dilma Rousseff por 61 votos a favor e 20 contra nesta quarta-feira, em decisão que também confirma como presidente Michel Temer, que seguirá no poder até o dia 1º de janeiro de 2019.

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