Aumenta para 39 o número de mortos em bombardeios russos e sírios em Aleppo

Cairo, 23 set (EFE).- Pelo menos 39 civis, entre eles mulheres e crianças, morreram nesta sexta-feira em bombardeios da aviação russa e síria contra zonas controladas pela oposição nos bairros orientais da cidade de Aleppo e localidades de sua periferia ocidental.

Segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos, 27 vítimas perderam a vida em Aleppo, enquanto 12, todos eles membros de uma mesma família, morreram na população de Shaqatin, ao oeste da cidade.

Dezenas de pessoas ficaram feridas nos ataques de aviões russos e helicópteros do regime sírio, que alcançaram os distritos de Al Kalasa, Al Qateryi, Bab al Nairab, Al Maadi e Al Ferdus, entre outras zonas no leste de Aleppo.

Também há vários desaparecidos entre os escombros dos edifícios.

Segundo a Defesa Civil síria, os conhecidos como capacetes brancos, o leste de Aleppo sofreu hoje uns 60 bombardeios, que afetaram além disso a três centros deste grupo de ativistas.

A aviação síria e russa intensificou nas últimas 24 horas seus bombardeios contra os bairros rebeldes de Aleppo, no meio de uma nova ofensiva para esvaziar essas zonas de civis.

O Comando das Operações Militares em Aleppo anunciou ontem à noite o início de operações nos bairros do leste de Aleppo e pediu aos civis que se mantenham afastados "das posições dos grupos terroristas", segundo o comunicado divulgado pela agência oficial síria, "Sana".

O Observatório considerou que o objetivo da ofensiva do regime e das forças russas é dominar o bairro de Al Sukari e as áreas que ficam em mãos rebeldes de Al Ameria e Al Sheikh Said.

A escalada da violência em Aleppo coincide com um fracasso nas tentativas da Rússia e EUA de renovar o cessar-fogo, que esteve em vigor por uma semana até segunda-feira passada.

O secretário de Estado de EUA, John Kerry, afirmou ontem que Moscou deve demonstrar "seriedade" para que possa ser renovada a trégua e revelou que hoje, sexta-feira, será realizada provavelmente outra reunião com a parte russa para abordar de novo este tema.

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