Habitat II começa com compromisso de desenvolvimento sustentável global

Quito, 17 out (EFE).- A Conferência das Nações Unidas Habitat III, que procura definir uma Nova Agenda de Desenvolvimento Urbano para os próximos 20 anos, começou nesta segunda-feira em Quito, na qual o presidente do Equador, Rafael Correa, disse que será renovado o compromisso global com o desenvolvimento sustentável.

"Esperamos o decidido compromisso dos países-membros para cumprir com as metas durante os próximos 20 anos", disse Correa no discurso de abertura, no qual reiterou a rejeição de sua Administração às invasões de terreno.

Correa, que foi designado presidente da Conferência ao início do evento pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, apontou que as invasões ilegais, um problema que ocorre em países como Equador e Brasil, entre outros, não são uma questão de pobreza, mas também um "problema cultural".

O secretário-geral da ONU ressaltou a necessidade de transformar o mundo para melhor e comentou que isso implica, entre outros, em um melhor planejamento, melhor projeto, um maior investimento em políticas de habitação sustentável, infraestrutura e serviços básicos.

Já o secretário-geral de Habitat III, o espanhol Joan Clos, disse que a nova agenda urbana abre as portas a uma nova etapa "de prosperidade e esperança para o futuro".

Clos comentou que as cidades se transformaram hoje "no principal motor de desenvolvimento e prosperidade e na maior parte de empregos que estão sendo gerados na nova economia".

No entanto, disse, a análise da urbanização desde a reunião da ONU sobre o tema em 2016 à data, revela que ainda há "graves problemas de sustentabilidade" nas práticas urbanas.

Por isso, destacou a importância da reunião, que terminarpa na próxima quinta-feira, para trabalhar em conjunto a fim de conseguir sociedades sustentáveis e que afrontem o assunto da geração de emprego, que é, segundo ele, um dos principais desafios em nível mundial.

Por fim, o espanhol ressaltou que é preciso abordar a urbanização como uma estratégia de transformação social e acrescentou que se deve entender a urbanização "não como uma despesa mas como um investimento de futuro", já que o custo desta "é mínimo em comparação com o valor que dela se pode obter".

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