EI sequestra 8 mil famílias iraquianas para usar como escudos humanos

Genebra, 28 out (EFE).- Aproximadamente, 8 mil famílias foram sequestradas pelo grupo terrorista Estado Islâmico (EI) em zonas periféricas para irem à cidade iraquiana de Mossul e tentar dissuadir o Exército que ataque suas posições, revelou a Organização das Nações Unidas (ONU) nesta sexta-feira.

No cálculo, a entidade leva em conta que cada família iraquiana tem em média seis membros e mais de 47.300 civis que foram obrigados pelos jihadistas ir a Mossul.

"Essa é uma estratégia covarde para tornar certas zonas das operações militares imunes. Os que se negam a obedecer as ordens do Estado Islâmico são executados na hora", declarou a porta-voz do Escritório de Direitos Humanos da ONU, Ravina Shamdasani.

As famílias sequestradas são de quatro áreas dos arredores de Mossul, onde estão mais de 1 milhão de civis. A região está há 12 dias submetida a uma grande uma ofensiva militar das forças iraquianas.

A ONU também revelou hoje que os terroristas do EI executaram na quarta-feira passada 242 pessoas em Mossul, sendo que 190 eram antigos membros das Forças de Segurança do Iraque, mortos em uma base militar da cidade. As demais vítimas foram 42 civis que mortos por se negar a aderir ao Estado Islâmico.

No dia anterior, outras 24 pessoas foram executadas pelos jihadistas, embora ainda se desconheçam os detalhes do fato.

Segundo Ravina, todas estas informações foram confirmadas, mas não são as finais.

"São reportes indicativos dos crimes que estão acontecendo, o que significa que o número de executados ou de pessoas deslocadas pelo Estado Islâmico pode ser maior", precisou a porta-voz.

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