Temer revela estar avaliando gravar todas as conversas com ministros
Brasília, 27 nov (EFE).- O presidente Michel Temer disse neste domingo que analisa a possibilidade de começar a gravar todas as conversas que tiver com ministros, depois do surgimento de um suposto áudio gravado pelo ex-ministro da Cultura Marcelo Calero.
"Com toda franqueza, acho que gravar clandestinamente é sempre algo desarrazoável, quase indigno. Eu diria mesmo indigno", disse Temer, em entrevista coletiva concedida no Palácio do Planalto.
O presidente se referiu assim ao imbróglio que, na sexta-feira, levou o agora ex-ministro da Secretaria de Governo Geddel Vieira Lima, a renunciar, acusado por Calero de tráfico de influência.
O antigo ministro da Cultura denunciou à Polícia Federal que Geddel o "pressionou" para liberar a construção de um prédio no Centro Histórico de Salvador, onde ele tinha comprado um apartamento. A obra foi vetada pelo Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (Iphan), vinculado ao Ministério da Cultura.
Calero disse que levou o assunto ao presidente, mas que se sentiu "enquadrado" e que foi isso que o levou apresentar o pedido de renúncia há dez dias.
Temer disse que, se a gravação for verdadeira, vai exigir que o conteúdo seja divulgado para que fique claro que sua única intervenção foi com o objetivo de "arbitrar um conflito" entre ministros.
"Sou sempre cuidadoso com minhas palavras", afirmou o presidente.
Diante da situação, o presidente disse que está estudando a possibilidade de gravar as suas conversas.
"Com toda franqueza, estou pensando em pedir ao Gabinete de Segurança Institucional que grave, publicamente, todas as audiências do presidente da República. Vou examinar essa hipótese", concluiu. EFE
ed/cdr/bg
(foto)
"Com toda franqueza, acho que gravar clandestinamente é sempre algo desarrazoável, quase indigno. Eu diria mesmo indigno", disse Temer, em entrevista coletiva concedida no Palácio do Planalto.
O presidente se referiu assim ao imbróglio que, na sexta-feira, levou o agora ex-ministro da Secretaria de Governo Geddel Vieira Lima, a renunciar, acusado por Calero de tráfico de influência.
O antigo ministro da Cultura denunciou à Polícia Federal que Geddel o "pressionou" para liberar a construção de um prédio no Centro Histórico de Salvador, onde ele tinha comprado um apartamento. A obra foi vetada pelo Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (Iphan), vinculado ao Ministério da Cultura.
Calero disse que levou o assunto ao presidente, mas que se sentiu "enquadrado" e que foi isso que o levou apresentar o pedido de renúncia há dez dias.
Temer disse que, se a gravação for verdadeira, vai exigir que o conteúdo seja divulgado para que fique claro que sua única intervenção foi com o objetivo de "arbitrar um conflito" entre ministros.
"Sou sempre cuidadoso com minhas palavras", afirmou o presidente.
Diante da situação, o presidente disse que está estudando a possibilidade de gravar as suas conversas.
"Com toda franqueza, estou pensando em pedir ao Gabinete de Segurança Institucional que grave, publicamente, todas as audiências do presidente da República. Vou examinar essa hipótese", concluiu. EFE
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