Netanyahu anuncia sanções à ONU por resolução contra assentamentos

Jerusalém, 24 dez (EFE).- O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou neste sábado que determinou que o Ministério das Relações Exteriores revise as relações com a ONU e mandou interromper de forma imediata a cinco órgãos da entidade "particularmente hostis" com o país.

"Pedi ao Ministério um estudo de nossas relações com a ONU no prazo de 30 dias. Ele tem relação com nosso financiamento a órgãos das Nações Unidas como quanto a presença de nossos representantes", disse Netanyahu em um ato público em Jerusalém.

A decisão é uma reação à aprovação pelo Conselho de Segurança da ONU de uma resolução que condena os assentamentos judaicos nos territórios ocupados da Cisjordânia e Jerusalém Oriental.

Em um tom particularmente desafiante, o primeiro-ministro de Israel enumerou as medidas que adotou nas últimas 12 horas contra Nova Zelândia e Senegal, por apadrinharem, junto com Malásia e Venezuela, a resolução aprovada no Conselho de Segurança.

Sobre Senegal, Netanyahu disse ter convocado o embaixador de Israel para consultas e retirado a cooperação. Além disso, prometeu que não serão as únicas medidas a serem tomadas contra o país.

O Ministério das Relações Exteriores de Israel explicou que o país irá suspender o financiamento a quatro órgãos da ONU, não cinco como anunciado pelo primeiro-ministro. Todos são secretarias especializadas que têm relação com o problema palestino.

Netanyahu disse que interromperá de forma imediata o repasse de US$ 7,8 milhões a esses órgãos.

No discurso, o primeiro-ministro anunciou que a resolução de ontem é a "gota d'água" para Israel, que não deixará ser "enrolado" nos fóruns internacionais.

"Da amargura sairá doçura. Os que trabalharem com Israel ganharão. Os que não, perderão", disse Netanyahu.

O primeiro-ministro também reiterou os pontos centrais da firme crítica feita ontem ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, considerado culpado pela aprovação da "vergonha resolução" e acusado de romper a histórica política americana de proteger seu principal aliado no Oriente Médio contra ações tomadas pela ONU.

"Todos os presidentes desde (Jimmy) Carter respeitaram a política de não impor resoluções ao conflito (palestino-israelense) através do Conselho de Segurança. Ontem, vimos um compromisso pessoal explícito de Obama, que deu um golpe na mesa", disse Netanyahu, ao ressaltar que a medida só "afastará a paz da região".

"Nossos amigos que estão entrando no governo dos EUA lutarão contra essa resolução, assim como os congressistas democratas e republicanos", disse o primeiro-ministro, citando de forma indireta o presidente eleito, Donald Trump, que chegou a pedir a Obama que vetasse a resolução no Conselho de Segurança.

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