Após indiciamento, Cristina Kirchner critica Macri e Justiça da Argentina

Buenos Aires, 27 dez (EFE).- A ex-presidente da Argentina Cristina Kirchner, indiciada nesta terça-feira por irregularidades nas concessões de obras públicas em seu governo, criticou duramente a Justiça e o atual presidente do país, Mauricio Macri, e afirmou que o crime pelo qual é acusada foi usada por "todas as ditaduras" para perseguir seus opositores.

"A formação de quadrilha foi a figura penal criada pelos governos de facto e utilizada por todas as ditaduras para perseguir líderes opositores", disse Cristina nas redes sociais.

A ex-presidente, que governou o país entre 2007 e 2015, foi indiciada por formação de quadrilha e administração fraudulenta, o primeiro processo por corrupção contra ela no país. O caso envolve a concessão de obras públicas ao empresário Lázaro Báez, muito ligado ao também ex-presidente Néstor Kirchner.

"Ercolini (juiz do caso), com esposa porta-voz do ministro da Justiça de Macri, em um caso que está há mais de oito anos em seu tribunal, agora diz que nossos governos constitucionais foram associações ilícitas. Ele processará também os 46% e os 54% de pessoas que votam em nós em 2007 e 2011?", criticou Cristina.

No Facebook, a ex-presidente, que há meses reitera ser alvo de perseguição política, midiática e judicial, ironizou o governo de Macri e o trabalho do Poder Judiciário no país.

"Demitiram o ministro da Economia, mas a economia anda muito bem. Por isso Macri está de férias até o ano que vem", afirmou.

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