Motorista de caminhão usado em atentado em Berlim é enterrado na Polônia

Varsóvia, 30 dez (EFE).- O motorista do caminhão utilizado no ataque terrorista contra a feira de rua natalina em Berlim no último dia 19, o polonês Lukasz Urban, foi enterrado nesta sexta-feira na cidade de Banie, no noroeste da Polônia, em um funeral que contou com a presença do presidente do país, Andrzej Duda.

O chefe do Estado polonês esteve presente "não como governante, mas como mais um cidadão, que quis transmitir suas condolências à família da primeira vítima do terrível ataque terrorista em Berlim", explicou aos veículos de imprensa seu porta-voz, Marek Magierowski.

Duda sente "grande respeito pelo falecido Lukasz Urban que, aos olhos de muitos poloneses, é um autêntico herói, um homem corajoso", afirmou Magierowski.

De acordo com as investigações em curso, o tunisiano Anis Amri atirou contra Urban para se apropriar de seu caminhão, com o qual investiu com grande velocidade contra as pessoas que estavam na feira de natal em Berlim, um ação que terminou com 12 mortos e cerca de 50 feridos.

Os veículos de imprensa poloneses repercutiram no últimos dias as supostas tentativas de Urban para evitar a tragédia, depois que o motorista tentou agarrar o volante enquanto estava ferido na cabine do caminhão.

Essas informações ainda não foram confirmadas pela investigação, que foi assumida pela Procuradoria Federal da Alemanha, segundo a qual não foi possível estabelecer com certeza em que momento o motorista polonês morreu.

Tudo indica que o caminhão parou depois que o freio automático de bloqueio do veículo foi acionado, o que, segundo a Procuradoria alemã, pode ter evitado que o atentado resultasse em um número ainda maior de vítimas.

Também estiveram no funeral de Lukasz Urban, ao lado de Duda, o vice-presidente do parlamento polonês, Joachim Brudzinski, a ministra das Relações Exteriores, Beata Kempa, vários deputados do partido governante polonês Lei e Justiça, assim como o embaixador da Alemanha na Polônia.

Durante o enterro, foi lida uma carta da primeira-ministra polonesa, Beata Szydlo, que lembrou "a extraordinária crueldade" do massacre em Berlim.

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