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Irã proibirá entrada de americanos em resposta à restrição de Trump

28.jan.2017 - Manifestantes protestam no aeroporto JFK, em Nova York, contra a ordem executiva de Donald Trump que veta a chegada de refugiados e cidadão de sete países - Bryan R. Smith/AFP
28.jan.2017 - Manifestantes protestam no aeroporto JFK, em Nova York, contra a ordem executiva de Donald Trump que veta a chegada de refugiados e cidadão de sete países Imagem: Bryan R. Smith/AFP

28/01/2017 16h39

O Irã anunciou neste sábado que aplicará o princípio de reciprocidade aos Estados Unidos após a decisão do presidente Donald Trump de proibir a entrada dos iranianos em território americano por um período de três meses.

"A República Islâmica do Irã, para defender os direitos de seus cidadãos e até que se solucionem todas as limitações insultantes dos Estados Unidos contra os iranianos, aplicará o princípio de reciprocidade", informou o Ministério das Relações Exteriores em comunicado.

Trump assinou uma ordem para proibir temporariamente a entrada nos EUA de cidadãos de sete países de maioria muçulmana (Líbia, Sudão, Somália, Síria, Iraque, Irã e Iêmen) para impedir a possível chegada de supostos terroristas dessas nações.

Em comunicado, as autoridades iranianas indicaram que a medida estará em vigor até que Washington suspenda a proibição para os cidadãos iranianos.

O governo classificou a decisão de Trump como "insulto flagrante aos muçulmanos do mundo" e considerou que isso fomenta "a propagação da violência e do extremismo".

Donald Trump assina ordem para barrar a entrada de refugiados

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"Apesar da falsa reivindicação de lutar contra o terrorismo e garantir a segurança do povo americano, este movimento será registrado na história como um grande presente para os extremistas e seus apoiadores", ressalta o texto.

O presidente iraniano, Hassan Rohani, já havia criticado anteriormente as últimas decisões de Trump, mas não se referiu diretamente a esta medida nem citou o líder americano.

Rohani mencionou que esta é uma época de "reconciliação e coexistência, e não de erguer muros entre países", em referência ao polêmico muro que Trump insiste em construir na fronteira entre EUA e México.

A expectativa era que as relações entre Teerã e Washington piorassem com a eleição de Trump, que se mostrou contrário ao acordo nuclear assinado entre o Irã e seis países (China, EUA, França, Reino Unido, Rússia e Alemanha) em julho de 2015.

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