Juiz federal de Maryland bloqueia novo veto migratório de Trump

Em Washington

  • M. Scott Brauer/The New York Times

    Área de desembarque internacional do aeroporto de Boston, nos EUA

    Área de desembarque internacional do aeroporto de Boston, nos EUA

Um juiz federal de Maryland bloqueou nesta quinta-feira (16) temporariamente o novo veto migratório do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, horas depois de outro juiz no Havaí fazer o mesmo, antes que a medida entrasse em vigor.

A decisão de Maryland foi decretada pelo juiz Theodore D. Chuang e focou em uma das partes do veto migratório de Trump, a suspensão da emissão de vistos para os cidadãos de seis países de maioria muçulmana (Irã, Somália, Sudão, Síria, Iêmen e Líbia).

Chuang ressaltou que este veto representa "colocar em prática a amplamente antecipada proibição aos muçulmanos" e justificou sua decisão pelos comentários realizados por Trump durante sua campanha eleitoral.

A decisão de Maryland se soma à do magistrado Derrick K. Watson, com sede em Honolulu (Havaí), e por enquanto deixa sem efeito a medida com a qual Trump pretendia suspender a entrada no país de imigrantes dos seis países e de todos os refugiados.

Estes bloqueios representam uma segunda derrota na justiça para o governo de Trump, que em fevereiro não conseguiu colocar em vigor a primeira versão do veto migratório.

Pouco depois de saber do bloqueio do juiz do Havaí, o presidente americano qualificou a decisão em um comício em Nashville (Tennesee) ontem à noite como "terrível" e acrescentou que "é, na opinião de muitos, um excesso judicial sem precedentes".

Após uma breve batalha na justiça, Trump apresentou em 6 de março uma versão revisada do veto, na qual introduziu algumas mudanças, baixando o tom da medida convencido de que desta vez evitaria embargos judiciais.

O novo veto migratório suspendia durante 120 dias o programa de amparo a refugiados e durante 90 a entrada de cidadãos procedentes de Irã, Somália, Sudão, Síria, Iêmen e Líbia.

Ao contrário da primeira ordem, a medida deixava de fora os cidadãos do Iraque e estipulava um prazo em relação aos refugiados sírios, que teriam proibida sua entrada ao país durante 120 dias e não de maneira indefinida, como estabelecia o veto original.

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