Kremlin: cusações contra Rússia em assassinado de ex-deputado são "absurdas"

Moscou, 23 mar (EFE).- O Kremlin qualificou de "absurdas" as declarações sobre o suposto envolvimento da Rússia no assassinato do ex-deputado comunista russo Denis Voronenkov nesta quinta-feira na capital ucraniana.

"Consideramos que todas as invenções sobre o alardeado envolvimento russo são absurdas", disse à imprensa o porta-voz de da presidência da Rússia, Dmitry Peskov.

Peskov acrescentou que o ocorrido em Kiev mostra que a Ucrânia não soube garantir a segurança de Vonorenkov, que era acusado pela justiça russa de cometer várias fraudes financeiras.

Por sua vez, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, declarou que o assassinato de Voronenkov causou "comoção" em Moscou.

Zakharova afirmou que a Rússia espera que a polícia ucraniana possa esclarecer o caso sem politizá-lo, mas manifestou que possivelmente as autoridades ucranianas não farão nada para resolvê-lo.

"O 'regime assassino', como já o chamam, pelo visto também fará nesta ocasião tudo para que ninguém nunca saiba a verdade do que ocorreu hoje, 23 de março, em Kiev. Depois das declarações do presidente da Ucrânia (Petro Poroshenko) não nos resta nenhuma dúvida a respeito", disse.

O presidente ucraniano acusou diretamente o Kremlin pelo assassinato de Voronenkov, crime que definiu como "um ato de terrorismo de Estado por parte da Rússia".

Em reunião com responsáveis das forças de segurança, Poroshenko afirmou que neste crime "se vê a clara mão dos serviços secretos russos, a mesma que se manifestou em várias ocasiões em diversas capitais europeias".

Voronenkov foi assassinado durante a manhã em pleno centro da cidade, quando saía de um hotel junto com seu guarda-costas.

No último dia 3, a Rússia declarou Voronenkov em busca e captura por diversos crimes financeiros. O ex-deputado fugiu em dezembro à Ucrânia, onde criticou a anexação russa da península da Crimeia.

Além disso, um tribunal de Moscou ordenou sua detenção à revelia por dois meses a partir do momento em que fosse detido em território russo ou extraditado.

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