Suposto narcotraficante brasileiro preso no Paraguai é absolvido por fraude

Assunção, 28 mar (EFE).- O suposto narcotraficante brasileiro Jarvis Chimenes Pavão, condenado no Paraguai por associação criminosa, foi absolvido nesta terça-feira pelo crime de fraude, após chegar a um acordo com a vítima, disse à Agência Efe o juiz encarregado da causa, Santiago Núñez.

O tribunal de sentença declarou a causa extinta, por isso que será fechada e sobrestada, após ouvir o depoimento da vítima e confirmar que aceitou o acordo entre as partes livre e sem coação, explicou Núñez.

"Foi apresentado um acordo conciliatório entre a suposta vítima e o autor", afirmou o juiz.

Pavão foi acusado em 2013 de ter vendido anos antes à vítima um imóvel que não era de sua propriedade na cidade de Pedro Juiz Caballero (departamento de Amambay), afirmou Núñez, por isso que recaíam sobre ele uma possível condenação por fraude e uma pena de até cinco anos de prisão.

A advogada de Pavão, Laura Casuso, explicou à imprensa que "o que meu cliente menos quer" é ser sentenciado por "uma questão de dinheiro", por isso que há muito tempo estavam pagando ao denunciante o montante total de US$ 500 mil, em dinheiro e animais.

Apesar da sentença, Pavão, que foi detido em 2009 no Paraguai, seguirá cumprindo sua pena em Assunção e à espera de um pedido de extradição por parte do Brasil, onde é acusado de suposta associação criminosa, lavagem de dinheiro e narcotráfico.

Pavão foi levado no final de julho às dependências policiais de máxima segurança após uma rebelião na prisão de Tacumbú, em Assunção, onde estava preso em uma "cela VIP" com sofás, uma cama de casal, televisões de plasma e fax.

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