Ex-conselheiro de Trump pode ter violado lei ao não declarar pagamentos

Washington, 25 abr (EFE).- Michael Flynn, o ex-conselheiro de Segurança Nacional do presidente dos Estados Unidos Donald Trump, não notificou o pagamento que recebeu do governo russo quando tramitou sua autorização para revisar informação classificada e, com isso, poderia ter descumprido a lei, segundo afirmaram nesta terça-feira vários congressistas.

O presidente do Comitê de Supervisão da Câmara dos Representantes, o republicano Jason Chaffetz, e o democrata de mais alta categoria deste painel, Elijah Cummings, chegaram a essa conclusão após revisarem a solicitação de Flynn.

Chaffetz e Cummings divulgaram essas descobertas, dentro das diferentes investigações feitas sobre os vínculos entre integrantes do governo de Donald Trump e o Kremlin, e, após uma reunião a portas fechadas, o democrata qualificou os documentos examinados como "extremamente preocupantes".

"Não vejo dados que comprovem a ideia de que o general Flynn cumpriu com a lei", disse Chaffetz ao se referir se o ex-conselheiro de Segurança Nacional notificou os mais de US$ 45 mil que recebeu por um discurso em Moscou e se recebeu permissão do Pentágono e do Departamento de Estado para fazê-lo.

O Comitê se reuniu hoje no Capitólio para revisar o material classificado proporcionado pelo Departamento de Defesa em resposta a sua petição de 22 de março para obter mais informações sobre Flynn.

O pedido desses relatórios aconteceu depois que a Casa Branca se negou a proporcionar os documentos relacionados com Flynn que o Comitê tinha solicitado, segundo informou a emissora "CNN".

Marc Short, diretor de Assuntos Legislativos da Casa Branca, indicou em uma carta ao Comitê de Supervisão da Câmara dos Representantes que não atenderia à solicitação.

O Comitê enviou novas solicitações de informação sobre Flynn à Casa Branca, ao FBI (polícia federal investigativa) e ao Escritório do Diretor de Inteligência Nacional, no entanto, a reunião de hoje só incluiu respostas do Pentágono.

Flynn teve que renunciar a seu cargo quando vieram à tona seus vínculos com a Rússia em meio à polêmica pela suposta interferência do Kremlin nas eleições presidenciais de novembro, cujo alcance ainda está sendo analisado no Congresso e investigado pelo FBI.

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