Maduro diz que Almagro cometeu desvios na OEA para agredir a Venezuela

Caracas, 28 abr (EFE).- O presidente de Venezuela, Nicolás Maduro, acusou o secretário-geral da Organização de Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, de feito desvios na entidade para agredir o país, segundo a carta que o governante enviou ao uruguaio divulgada nesta sexta-feira.

Na carta oficial de denúncia para sair da organização, Maduro afirma que seu governo, que iniciou nesta sexta-feira os trâmites para sair da OEA, percorreu "os diferentes foros e instâncias burocráticas" do bloco para expôr a realidade do país, que "difere enormemente das falsas afirmações" de Almagro.

Segundo Maduro, Almagro utilizou "os recursos que a Organização tem para supostamente cumprir com conteúdo da Carta, inclusive formando um expediente de desvios ao utilizar recursos para agredir o país".

De acordo com o governante venezuelano, "muitos outros Estados padecem e se queixam do desvio e perda de sentido" da OEA, um mecanismo que, segundo ele, se tornou um "veículo de intervenções abertamente lesivas dos princípios e do Estado de direito", assim como um "instrumento difamador a serviço dos interesses hegemônicos imperiais".

Em sua carta, o presidente venezuelano reitera que Almagro desempenhou "a pior das atuações já vistas" na história da organização, onde é elaborado um "doloso plano de intervencionismo" para derrubar o governo venezuelano.

Por meio desta carta, o país entregou seu "indeclinável manifesto de denúncia à Carta da Organização de Estados Americanos (OEA), para que cessem seus efeitos internacionais". No entanto, esta decisão só será efetivada em dois anos, em 2019, segundo as regras da entidade.

Maduro se despede da organização "convicto" de que seu governo esgotou "todos os recursos para manter a legalidade no desempenho dessa instituição" e "ao ser impossível que nem sequer se respeitassem os elementos jurídicos fundamentais da Carta da OEA e da ordem internacional".

"Nos retiramos apontando Almagro como um grosseiro agressor de minha pátria. A Venezuela livre e independente não retornará jamais ao seio desta organização, transformada desde sua origem em um instrumento para validar os desejos imperiais contra os povos soberanos", conclui o texto, assinado por Maduro com o lema "Com Bolívar e Chávez venceremos".

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