Presidente do Parlamento Europeu reivindica "mesa de diálogo" na Venezuela

Florença (Itália), 23 mai (EFE).- O presidente do Parlamento Europeu (PE), Antonio Tajani, qualificou nesta terça-feira de "dramática" a situação pela qual atravessa a Venezuela e reivindicou o estabelecimento de uma "mesa de diálogo" entre o governo e a oposição.

Em declarações à Agência Efe, Tajani, que participa em Florença, no centro da Itália, de uma reunião de eurodeputados com parlamentares latino-americanos, mostrou sua preocupação com a crise na Venezuela e disse que "não é possível fazer oposição da prisão, faltam medicamentos, há crianças que não têm o que comer".

Nesse sentido, Tajani pediu que seja implementada, com a maior rapidez possível, uma "mesa de diálogo entre ambas as partes" que ponha um fim ao conflito.

Na mesma linha do presidente do PE se manifestou um dos copresidentes da Assembleia Euro-Latina (EuroLat), o socialista espanhol Ramón Jáuregui, que lembrou que a "União Europeia (UE) vem exigindo um diálogo interno na Venezuela para a consecução de um acordo entre governo e oposição que resulte em uma solução democrática e pacífica para o conflito".

Além disso, Tajani reiterou que "a Europa quer continuar ajudando nessa mediação internacional e quer oferecer à Venezuela colaboração econômica e humanitária".

Jáuregui fez essas declarações durante uma coletiva de imprensa realizada por causa da reunião em Florença que integrantes do PE e parlamentares latino-americanos mantêm até amanhã com o objetivo de "avaliar" suas relações bilaterais e preparar a próxima cúpula da Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac) que acontecerá em El Salvador em outubro.

Momentos antes, na sessão inaugural da reunião em Florença, o presidente do PE também se referiu à situação na Venezuela e protagonizou um momento de tensão com um dos vice-presidentes da EuroLat, o venezuelano Saúl Ortega.

Ortega interrompeu o discurso de Tajani para exigir "respeito", em claro desacordo com as palavras do presidente do PE, que assegurava naquele momento que a Venezuela vive uma "situação muito triste" e que recentemente "ocorreu uma escalada da violência que causou muitos feridos e mortos"

"Todos os países latino-americanos fizeram avanços nas últimas décadas fortalecendo a democracia, mas lamentamos que a Venezuela esteja retrocedendo neste caminho", enfatizou Tajani, enquanto Ortega deixava a sala.

"O Estado de Direito, os Direitos Humanos, o princípio da separação de poderes, a liberdade de expressão e de manifestação têm que ser protegidos. Assim como é necessária a liberdade dos presos políticos", acrescentou o presidente do PE.

Além disso, Tajani mostrou sua solidariedade "para com o povo venezuelano" e fez um pedido "a todas as organizações internacionais" para que contribuam para solucionar "esta crise humanitária e política".

"Não há como esquecer que na Venezuela vivem 600 mil europeus cuja segurança e conforto é nossa preocupação. Da mesma forma, há 700 mil venezuelanos na Europa, que esperam um gesto da União Europeia", concluiu o presidente do PE.

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