Mais de 50 senadores dos EUA propõem novamente lei sobre viagens a Cuba

Washington, 25 mai (EFE).- Mais de 50 senadores americanos apresentaram novamente nesta quinta-feira a Lei de Liberdade para Viagens a Cuba no Congresso dos Estados Unidos, uma legislação que eliminaria as restrições em vigor para as viagens turísticas à ilha.

Impulsionado pelo senador republicano Jeff Flake e o democrata Patrick Leahy, o projeto de lei, que foi apresentado pela primeira vez em 2015, contou desta vez com o apoio de mais 46 senadores, 55 no total, à espera de que o governo de Donald Trump emita sua esperada revisão da política dos EUA em relação a Cuba.

Por enquanto, os americanos só podem viajar a Cuba caso se encaixem em uma das 12 categorias fixadas pelo governo dos EUA, entre as quais se encontram visitas familiares, viagens oficiais governamentais, de organizações humanitárias, para intercâmbios profissionais ou para coberturas jornalísticas.

No entanto, Cuba continua sendo o único país no mundo ao qual o governo americano proíbe seus cidadãos de viajar como turistas.

Esta lei poria fim às restrições legais sobre as viagens à ilha para os cidadãos americanos e residentes legais, e acabaria também com as travas às transações bancárias relacionadas com tais viagens.

"Reconhecer o direito inerente dos americanos a viajar a Cuba não é uma concessão aos ditadores, é uma expressão de liberdade", considerou Flake.

"A suspensão da proibição aos cidadãos americanos de viajar a Cuba pode aplanar o caminho para uma mudança significativa ao aumentar o contato entre os cubanos e os americanos diariamente, e certamente terá benefícios positivos para o florescente setor empresarial e privado da ilha", acrescentou.

Além disso, Leahy salientou a maioria bipartidária por trás da proposta, que "está de acordo em que o governo federal não deve dizer aos americanos para onde podem ou não podem viajar, especialmente a um pequeno país a somente 144 quilômetros da Flórida".

"As restrições que nossa lei tombaria são um vestígio falido da Guerra Fria. A proibição de viajar não está justificada nem em nossa segurança nacional nem para nossos interesses econômicos", destacou o senador democrata.

O governo do ex-presidente Barack Obama reiniciou as relações com Cuba no final de 2014, relaxando na medida de suas capacidades o embargo, cuja suspensão depende em última instância do Congresso, mas Trump ainda não manifestou uma postura clara sobre como conduzirá seus assuntos com a ilha.

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