EUA planejam vender US$ 1,42 bilhão em armas para Taiwan

Washington, 29 jun (EFE).- O Departamento de Estado dos Estados Unidos aprovou nesta quinta-feira a venda de um pacote de armas a Taiwan no valor de US$ 1,42 bilhão, em um movimento que pode despertar a ira da China, que considera Taiwan parte do seu território.

O Departamento de Estado americano notificou hoje o Congresso da proposta de venda de armas, segundo informou um funcionário governamental, que pediu para não ser identificado.

O acordo para a venda de armas abrange sete pontos e inclui radares, mísseis antirradiação, torpedos e componentes para mísseis de categoria média do tipo SM-2.

"Estas vendas representam atualizações, incluindo a conversão digital dos atuais sistemas defensivos analógicos", detalhou o funcionário americano.

A venda de armas, que requer aprovação do Congresso, é a primeira que Taiwan receberá no governo de Donald Trump.

A última venda de armas a Taiwan aconteceu em dezembro de 2015, durante o governo de Barack Obama (2009-2017) e no valor de US$ 1,83 bilhão.

Taiwan é um dos maiores motivos de conflito entre as autoridades chinesas e americanas, devido sobretudo ao fato de os EUA serem o principal fornecedor de armas de Taiwan e seriam seu maior aliado militar no caso de um eventual conflito bélico com a China.

Em 1979, após romper os laços diplomáticos com Taipé e estabelecê-los com Pequim, os Estados Unidos adotaram a Ata de Relações de Taiwan, na qual se comprometiam com a defesa da ilha e o fornecimento de equipamentos bélicos, um compromisso que gerou numerosos atritos entre Washington e Pequim.

"Durante décadas e governos, os Estados Unidos permaneceram profundamente comprometidos com a provisão de defesa a Taiwan", disse o funcionário, que assegurou que o governo de Trump está "decidido" a continuar apoiando Taiwan para que seja capaz de ter uma "defesa própria".

Até agora, a maior venda de armas a Taiwan aconteceu em outubro de 2008, durante o governo de George W. Bush (2001-2008), e estava avaliada em US$ 6,5 bilhões.

Em resposta, então, a China suspendeu seus laços militares com os EUA, uma ação que se manteve até fevereiro de 2009, quando já com Obama como presidente foram retomadas as relações em matéria de defesa.

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