Fórum alternativo qualifica G20 de "porta-malas do capitalismo internacional"

Berlim, 5 jul (EFE).- A chamada "Cúpula da Solidariedade Global", um fórum alternativo à reunião dos líderes do G20 que será realizada no fim de semana em Hamburgo, qualificou nesta quarta-feira o grupo das potências industriais e emergentes de "porta-malas do capitalismo internacional", sob o poder das multinacionais.

A abertura das sessões, das quais participam cerca de 1.500 representantes de 20 país, foi marcada pelo discurso da ativista indiana Vandana Shiva, prêmio Nobel Alternativo, que qualificou os países do G20 de "auxiliares" dos poderes econômicos.

O fórum, que acontece em uma velha fábrica transformada em centro cultural em Hamburgo, abordará durante dois dias questões como o crescente abismo entre ricos e pobres, o poder dos consórcios multinacionais, as violações dos direitos humanos e a destruição de riquezas naturais.

A reunião antecede a cúpula do G20, em que a chanceler Angela Merkel receberá como anfitriã, na próxima sexta-feira e no sábado, os líderes das principais potências mundiais, como o presidente americano, Donald Trump; o russo, Vladimir Putin, e o chinês, Xi Jinping.

A "Cúpula da Solidariedade Global" acontece paralelamente aos protestos convocados para as ruas de Hamburgo contra o G20, a maioria de caráter esquerdista e pacifista, que ocorrem desde o último domingo.

Para amanhã, dia em que chegam as delegações do G20 e haverá os primeiros encontros bilaterais, está convocada uma concentração da esquerda radical sob o lema "Welcome to Hell" ("Bem-vindos ao inferno ").

Os organizadores, simpatizantes da denominada "Rote Flora" ("Flora Vermelha"), preveem que 10 mil pessoas participarão da marcha, que passará perto do centro de convenções onde será realizada a cúpula.

As forças de segurança alemãs estimam que nos diferentes atos de protesto podem se infiltrar até 8 mil manifestantes violentos, vindos de toda a Alemanha e de países vizinhos.

Na última noite, a polícia de Hamburgo usou canhões de água contra manifestantes tentavam de pernoitar em um acampamento autorizado pelas autoridades da cidade como ponto de concentração diurna, não para dormir.

O ministro do Interior alemão, Thomas de Maizière, advertiu repetidamente que as forças de segurança não tolerarão a menor tentativa de alterar a reunião dos líderes do G20.

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