Vice-presidente do Equador depõe à Procuradoria por 'caso Odebrecht'

Quito, 5 jul (EFE).- O vice-presidente do Equador, Jorge Glas, compareceu nesta quarta-feira, de forma voluntária, à Procuradoria Geral do Estado para dar sua versão dentro das investigações sobre o 'caso Odebrecht', em que são apurados casos de propinas pagas pela empresa brasileira no país.

Segundo a Vice-presidência, o depoimento voluntário foi "mais um passo" de Glas "em apoio ao esclarecimento" do caso e a favor da "luta pela transparência e a defesa dos interesses nacionais".

No dia 12 de junho, Glas, que tinha pedido para ser convocado pela Procuradoria para depor, não pôde testemunhar porque a procuradora do caso estava fora do país, e seu substituto tinha diligências já agendadas.

Hoje, após seu depoimento - que durou cerca de duas horas e foi feito a portas fechadas -, Glas reiterou que irá "a todas as instâncias cabíveis" para fortalecer e colaborar com as investigações.

Nos arredores da sede da Procuradoria, onde simpatizantes de Glas estavam presentes, houve alguns distúrbios devido à presença do ex-deputado opositor César Montúfar, que pretendia apresentar 25 perguntas sobre o caso Odebrecht.

Em imagens transmitidas pela rede de televisão "Ecuavisa", pessoas não identificadas foram vistas agredindo Montúfar, que caiu no chão após receber uma pancada na cabeça.

Até o momento, a polícia equatoriana deteve para investigações seis pessoas com relação com o caso, e outras duas estão em prisão domiciliar.

Glas, que rechaça as pretensões da oposição de atribuir a ele responsabilidade política no caso, disse que foi "tremendamente difícil" saber da prisão de um de seus tios, agora em regime domiciliar por ter mais de 65 anos.

Em dezembro do ano passado, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos revelou que a Odebrecht teria pagado US$ 788 milhões em propinas em 12 países de América Latina e África, sendo US$ 35,5 milhões só no Equador, entre 2007 e 2016, para obter concessões de obras públicas que lhe renderam um lucro de mais de US$ 116 milhões. EFE

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