Maduro exige que Colômbia e México expliquem plano para derrubar seu governo

Caracas, 25 jul (EFE).- O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, exigiu na segunda-feira que Colômbia e México esclareçam as declarações atribuídas ao diretor da CIA sobre um suposto trabalho conjunto para "derrubar" seu governo e advertiu que, após essas explicações, tomará decisões políticas e diplomáticas.

"Eu exijo que o governo do México e o governo da Colômbia que esclareçam essas declarações do diretor da CIA e, tomarei decisões de caráter politico e diplomáticos diante esta ousadia", disse o Maduro.

O primeiro-ministro venezuelano, Samuel Moncada, afirmou que a CIA trabalha com a Colômbia e México para "derrubar o governo democrático da Venezuela" e publicou um vídeo no Twitter em que, segundo ele, o diretor da agência de inteligência, Mike Pompeo, manifesta que os Estados Unidos têm "profundos interesses no país caribenho".

Moncada ressaltou que essas declarações eram "provas" que os EUA "coordenam com a Colômbia e México a destruição da democracia na Venezuela".

O ministro publicou uma imagem com outra transcrição de um discurso de Pompeo em um Fórum de Segurança de Aspen e, segundo o texto, o agente diz que estão "muito otimistas que pode haver uma transição na Venezuela".

"Acabo de estar na Cidade do México e em Bogotá falando sobre esse tema exatamente, tentando ajudá-los a entender as coisas que eles poderiam fazer para poder obter um melhor resultado para o seu canto do mundo e o nosso canto do mundo", finaliza o texto citado por Moncada.

Diante disso, o presidente venezuelano afirmou que o México, a Colômbia e a CIA pretendem "intervir na Venezuela", e que a "oligarquia" destes dois países foram "entregues" ao império "americano".

"Eu sei que estão desesperados, pois o México só tem mais cinco anos de petróleo, esgotaram seus reservas. Já a Colômbia tem mais seis anos de petróleo e eles pretendem que o petróleo da Venezuela pertença ao imperialismo e oligarquias", afirmou.

Após as declarações de Moncada, o Governo colombiano e o mexicano negaram qualquer intenção intervencionista.

A Venezuela vive desde o mês de abril uma onda de protestos a favor e contra o governo de Maduro, alguns dos quais se tornaram violentos, culminando com 100 mortes e mais de mil detidos No próximo dia 30, os venezuelanos estão convocados às urnas para escolher os mais de 500 membros de uma Assembleia Nacional Constituinte que redigirão uma nova Constituição e que terão poderes para reorganizar o Estado.

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