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Traficante é condenado a 37 anos por assassinato de agente americano em 1985

23/08/2017 20h25

Cidade do México, 23 ago (EFE).- Um juiz mexicano condenou a 37 anos de prisão o traficante Miguel Ángel Félix Gallardo, ex-líder do cartel de Guadalajara, pelos assassinatos de Enrique Camarena, da Agência de Combate às Drogas dos Estados Unidos (DEA), e do piloto mexicano Alfredo Zavala, ocorridos em 1985.

Gallardo, conhecido como "chefe dos chefes" e detido desde 1989, foi declarado penalmente responsável por esses homicídios pelo Quarto Juizado do Distrito de Processos Penais do estado de Jalisco, informou nesta quarta-feira o Conselho do Judiciário Federal em um comunicado.

O traficante mexicano também foi sentenciado a pagar, junto com os outros condenados por estes homicídios, US$ 1,1 milhão como "reparação integral do dano" aos beneficiários das vítimas.

Por outro lado, o juiz absolveu Gallardo, de 71 anos de idade, pelo delito de posse de cocaína com fins de venda, segundo o Conselho Judiciário.

Pelos assassinatos de Camarena e Zavala, a Justiça mexicana já havia condenado os traficantes Ernesto Fonseca e Rafael Caro Quintero, sócios de Gallardo no cartel de Guadalajara.

Camarena e Zavala foram sequestrados em 7 de fevereiro de 1985 em Guadalajara, capital do estado de Jalisco, e posteriormente assassinados, e seus corpos foram achados no estado de Michoacán.

Fonseca está em prisão domiciliar desde julho de 2016, enquanto Quintero deixou a prisão em 2013 por uma decisão que depois foi revogada e atualmente se encontra foragido.

Fonseca e Quintero, junto com Gallardo, fundaram na década de 1980 o cartel de Guadalajara, uma das primeiras organizações criminosas mexicanas que trabalharam com as máfias colombianas das drogas.

Gallardo foi detido em 1989 e, após passar mais de 20 anos encarcerado no presídio de segurança máxima de Altiplano, no Estado do México, foi transferido à prisão de Puente Grande, em Jalisco. EFE

jth/rsd