Encontro feminista em Montevidéu termina com manifestação contra violência

Montevidéu, 25 nov (EFE).- O XIV Encontro Feminista Latino-Americano e do Caribe (EFLAC) terminou neste sábado em Montevidéu com uma grande manifestação para protestar contra a violência sexual, no marco do Dia Internacional de Luta Contra a Violência para as Mulheres.

Esta não foi a única manifestação, já que paralelamente a organização uruguaia Mulheres de Negro fez outra manifestação.

Embora as mobilizações começaram em diferentes pontos de Montevidéu, ambas se reuniram na Avenida 18 de julho, uma das principais ruas da cidade.

"A manifestação para nós é muito significativa, porque: 'Estamos nas ruas, estamos todas unidas e não queremos mais violência'", declarou à Agência Efe a porta-voz do EFLAC, Sófia Villalba.

A ativista ressaltou que "o Uruguai lamentou há dois dias o homicídio da segunda menina em duas semanas", declarou que neste ano houve "entre 25 e 27 mulheres assassinadas" no país e que "no contexto da América Latina e o Caribe os dados e os números são muito mais alarmantes".

A cor violeta e bandeiras de diferentes países do continente sul-americano destacaram-se durante a manifestação. Exemplo disso é Marisa Mendoza, que se manifestou junto a uma bandeira do Peru.

Segundo a peruana, esta manifestação anual é um encontro que permite construir "feminismos desde diferentes regiões da América Latina", já que mediante esta "força social", as mulheres podem gerar "políticas, programas em nível dos estados e trabalhar em benefício do gênero".

A 14ª edição reuniu durante três dias mais de 2.200 mulheres de toda a região sob o lema "Diversas, mas não dispersas".

O primeiro Encontro Feminista Latino-Americano e do Caribe foi realizado em 1981 em Bogotá, quando o dia 25 de novembro foi declarado o Dia Internacional de Luta Contra a Violência para a Mulher.

"A primeira manifestação surgiu para homenagear as irmãs Mirabal, Pátria, Minerva e María Teresa, as também chamadas Borboletas Mirabal, que foram assassinadas em 25 de novembro de 1960 na República Dominicana pela ditadura de Trujillo ", explicou Villalba.

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