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Mulher de tripulante diz ter sido atacada por dizer que não há sobreviventes

27/11/2017 15h18

Mar del Plata (Argentina), 27 nov (EFE).- Itatí Leguizamón, a mulher de um dos 44 integrantes do submarino argentino desaparecido no Oceano Atlântico desde o dia 15 deste mês, disse nesta segunda-feira que foi agredida por parentes de outros tripulantes depois de ela ter dito em uma programa de TV que todos os que estavam na embarcação morreram.

"Eles se sentiram ofendidos porque eu disse que estão mortos. Eles continuam acreditando que não, que estão bem e vivos", afirmou Itatí Leguizamón, esposa do operador de sonar Germán Oscar Suárez, em entrevista em Mar del Plata, base do submarino e aonde ele devia ter chegado há mais de uma semana.

A jovem, de 30 anos, contou que ao tentar entrar na Base Naval, onde dezenas de familiares aguardam notícias acompanhados por equipes de psicólogos, ela foi insultada por "várias pessoas".

"Estava entrando, e veio uma mulher querendo me bater. Eu não vou retrucar. Se me baterem eu vou deixar. Não vou usar de violência. Se eles são violentos é um problema deles", ressaltou Itatí, que no sábado passado disse ao programa "La Noche de Mirtha Legrand", que não há sobreviventes entre a tripulação.

A esposa de Suárez defendeu que cada um pode pensar como preferir e enfatizou todos estão passando pela mesma dor.

"A irmã dele está aqui. Os pais aceitaram. Se essas pessoas não querem aceitar é problema delas. Cada um acredita no que quer", sentenciou.

Segundo a moça, o submarino sofreu uma "implosão" e "não há qualquer chance de ter sobreviventes".

A Marinha insiste em pedir cautela e diz que até o submarino ser encontrado não é possível fazer "conjecturas" a respeito do estado da tripulação. Equipes da Argentina e de outros 13 países participam dos trabalhos de busca.

No entanto, com o passar dos dias e após saber que pouco depois de perder a comunicação com a embarcação, no dia 15, foi registrada uma explosão perto da área onde o sinal foi dado pela última vez, diversos parentes começam a acreditar que não há sobreviventes.