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Internacional

EUA pedem à Venezuela a libertação imediata do missionário mórmon Josh Holt

30/11/2017 20h59

Washington, 30 nov (EFE).- Os Estados Unidos voltaram a pedir nesta quinta-feira que a Venezuela liberte imediatamente, por razões humanitárias, o jovem missionário mórmon Josh Holt, preso em Caracas desde junho do ano passado.

"Seguimos extremamente preocupados com sua saúde e bem-estar. O declínio de sua saúde tem se exacerbado pelos atrasos na hora de lhe fornecer o necessário tratamento médico, um tratamento que às vezes é bloqueado completamente. A embaixada (americana) em Caracas pediu reiteradamente sua preocupação para que se adie seu transporte às audiências judiciais", afirmou a porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Heather Nauert, em entrevista coletiva.

Natural do estado de Utah, Holt, de 25 anos, completou um ano preso no último dia 30 de junho. Os EUA afirmam que ele não foi formalmente acusado pelas autoridades venezuelanas e denunciam que sequer o caso foi avaliado em uma audiência preliminar.

Segundo a imprensa americana, Holt viajou para a Venezuela para se casar com Thamara Holt, uma venezuelana que conheceu pela internet. Ele viveu com ela e suas duas filhas temporariamente, enquanto esperavam os vistos para que elas viajassem aos EUA.

Duas semanas depois do casamento, as autoridades venezuelanas prenderam o casal dentro de casa. O então ministro de Interior e Justiça da Venezuela, Gustavo González López, disse que os agentes encontraram rifles, granadas, munição e mapas detalhados de Caracas no imóvel onde o americano vivia com a esposa.

López relacionou a prisão de Holt com uma operação contra uma guerrilha paramilitar que tinha assassinado o político chavista Omar Jesús Molina Marín. E disse que havia provas de que o missionário estaria trabalhando com criminosos para prejudicar o governo do presidente do país, Nicolás Maduro.

"Ele não acredita que vai conseguir deixar a prisão. Acredito que ele está deprimido, basicamente se rendeu", disse a mãe do jovem, Laurie Holt, em entrevista publicada em junho pelo "The Wall Street Journal.

Segundo a mãe do missionário, o filho perdeu 27 quilos na prisão. Além disso, ele já teve pneumonia, bronquite e uma infecção sanguínea.

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