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Internacional

Theresa May critica Trump por retuitar vídeos de grupo de extrema-direita

30/11/2017 13h24

Amã, 30 nov (EFE).- A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, voltou a criticar nesta quinta-feira o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por retuitar vídeos do partido britânico minoritário de extrema-direita Britain First.

"Retuitar o Britain First foi um ato equivocado", disse May durante um comparecimento à imprensa em Amã, a capital da Jordânia, onde faz uma escala em seu giro pelo Oriente Médio.

May, no entanto, indicou que as relações entre EUA e Reino Unido "devem continuar", ao ressaltar que "existe uma relação duradoura e de longo prazo entre Reino Unido e Estados Unidos".

Antes das declarações de May e depois da indignação que essas mensagens causaram no governo britânico, Trump enviou hoje uma nova mensagem aconselhando a premiê a "se preocupar" com o "terrorismo radical islâmico" dentro de suas fronteiras.

"Theresa May, não se preocupe comigo, preocupe-se com o terrorismo destrutivo e radical islâmico dentro do Reino Unido. Nós estamos bem!", disse Trump em mensagem no Twitter.

Com relação à viagem por Iraque, Arábia Saudita e Jordânia, May indicou que um dos assuntos discutidos foi "como lidar com o terrorismo".

"Ontem, particularmente no Iraque, (estive) para ver o trabalho que estamos fazendo com nossos aliados e, particularmente com os Estados Unidos, para resistir à ameaça do terrorismo", disse a premiê britânica.

Não obstante, May acrescentou: "o fato de que trabalhamos juntos não significa que temos medo de dizer quando Estados Unidos estão errados e sou muito clara: retuitar o Britain First foi um ato equivocado".

A primeira-ministra britânica fez essas declarações poucas horas depois que a ministra do Interior, Amber Rudd, também considerou no parlamento britânico que foi "um erro" a divulgação desses vídeos por Trump em seu perfil pessoal no Twitter.

Em seu pronunciamento, May também ressaltou a necessidade de abordar o terrorismo tanto de extremistas islâmicos como de partidários da extrema-direita britânica e americana.

"Temos que abordar o terrorismo islâmico e o terrorismo que vem da extrema-direita também", declarou a premiê.

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