Policiais hondurenhos suspendem greve declarada em meio a crise pós-eleitoral

Tegucigalpa, 5 dez (EFE).- Os policiais hondurenhos, que iniciaram uma greve em meio à crise política no país após a denúncia de uma suposta fraude nas eleições do dia 26 de novembro, suspenderam a paralisação nesta terça-feira para dialogar com o ministro de Segurança, Julián Pacheco.

"Teremos uma mesa de diálogo com as autoridades, abordaremos os pontos para desistir disto e voltar à normalidade", disse o porta-voz dos manifestantes, Carlos Carías.

De acordo com Carías, a Polícia Nacional "voltará às suas funções porque o povo hondurenho paga por isso, e cada policial voltará a desempenhar o seu papel porque o povo não pode ficar desprotegido".

Agentes das forças especiais da Polícia Nacional de Honduras, que na segunda-feira declararam a greve, afirmaram que o protesto "não é por dinheiro", mas por "uma causa justa".

"O nosso ponto não é dinheiro, trata-se da paz do nosso povo e que esta crise política tenha um fim já, mas isso não é assunto nosso, o políticos devem resolver os seus problemas", acrescentaram.

As autoridades da Secretaria de Segurança informaram em comunicado que os policiais receberão neste mês de dezembro um "aumento salarial significativo", cujo montante não foi detalhado.

Os policiais também solicitaram que nenhum dos seus membros seja "removido" de sua unidade e que os altos comandantes da Polícia Nacional "não tomem represálias" contra eles.

Além disso, pediram uma "rápida solução para a crise política" em Honduras derivada pela denúncia de uma suposta fraude contra o candidato presidencial da Aliança da Oposição, Salvador Nasralla.

A crise aumentou na quarta-feira passada, quando simpatizantes da oposição iniciaram protestos nas ruas contra a suposta "fraude" a Nasralla, que já disse que não aceitará os resultados das eleições de 26 de novembro.

A oposição exige que o Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) revise 5.179 atas nas quais alegam que esta "fraude" favoreceu o candidato do Partido Nacional e presidente do país, Juan Orlando Hernández. EFE

ac/vnm

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