Rajoy faz oferta de diálogo ao novo governo catalão, com base na Constituição

Madri, 22 dez (EFE).- O presidente do governo espanhol, Mariano Rajoy, ofereceu nesta sexta-feira ao futuro gabinete catalão um diálogo "aberto e realista", mas com base no que a Constituição estabelece.

Em um comparecimento para jornalistas, Rajoy respondeu assim à proposta do ex-presidente regional catalão Carles Puigdemont de se reunir fora da Espanha para abrir um diálogo.

A Catalunha se deparou ontem com o triunfo insuficiente do partido Ciudadanos - defensor da Constituição - nas eleições, embora as forças independentistas, em conjunto, mantenham a maioria absoluta no Parlamento e poderiam governar, caso Puigdemont possa ser novamente candidato à presidência dessa região.

O futuro Gabinete catalão "estará submetido ao império da lei", disse Rajoy, que avisou que o governo autônomo terá que respeitar a pluralidade e não impor a via unilateral. Essa foi de uma advertência a Puigdemont e aos separatistas, que impulsionaram um processo de separação da Espanha culminado em 27 de outubro com a aprovação de uma declaração de independência no Parlamento catalão.

A resposta do Executivo de Rajoy foi destituir o gabinete de Puigdemont e convocar eleições para 21 de dezembro, com o que "cumpriu com a sua obrigação", segundo o presidente.

O Tribunal Supremo está investigando diversos políticos por suposto crime de rebelião, entre eles Puigdemont, que foi à Bélgica para não responder à Justiça espanhola.

Rajoy advertiu hoje de que a situação processual do ex-presidente Puigdemont e de todos os envolvidos do processo independentista não depende "em absoluto" dos resultados das eleições de ontem na Catalunha, mas das decisões dos juízes.

"Somos os políticos os que devemos nos submeter à Justiça como qualquer outro cidadão, e não a Justiça que deve se submeter a uma estratégia política", disse o presidente do governo espanhol, que insistiu que o seu Executivo estará, "como sempre", de acordo com o que os tribunais disserem.

Com relação ao futuro governo catalão, Rajoy espera que contribua para "gerar certeza" e para favorecer a reconciliação "da mão da lei" depois de um período de independentismo que representou uma "fratura" na sociedade e que "levará tempo para se recuperar". Ele destacou que após os resultados das eleições de ontem, "ninguém pode falar em nome da Catalunha se não contemplar toda a Catalunha".

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