Rússia fecha acordo para trégua em reduto opositor nos arredores de Damasco

Beirute, 26 jan (EFE).- A Rússia, principal aliada do governo da Síria, chegou a um acordo nesta sexta-feira com facções de Ghouta Oriental, reduto opositor nos arredores de Damasco, para estabelecer um cessar-fogo nessa região, informou o Observatório Sírio de Direitos Humanos.

A fonte destacou que a cessação das hostilidades entre os grupos opositores que operam nessa região, a Legião da Misericórdia e o Exército do Islã, e as forças governamentais sírias entrará em vigor a partir da próxima meia-noite.

O Observatório salientou que o pacto também inclui, mas não oficialmente, o Organismo de Libertação do Levante, a aliança da ex-filial síria da Al Qaeda, que também está presente em Ghouta Oriental.

A Legião da Misericórdia impôs como condição à Rússia para aceitar esta trégua que a ajuda humanitária entre na região e fixou um prazo máximo de 48 horas para que isto aconteça ou, caso contrário, não cumprirá o pacto, indicou a ONG.

Em declarações à Agência Efe pela internet, o comandante da sala de operações do opositor Exército Livre Sírio (ELS) em Damasco e sua periferia, Abu Zuheir al Shami, explicou que, mais que um pacto, "isto é um acordo de princípios".

"O cessar-fogo começará esta noite, mas não esperamos que dure mais de uma hora", disse Al Shami, que expressou sua desconfiança para o grau de compromisso por parte das forças governamentais.

Por outro lado, Al Shami negou que o Organismo de Libertação do Levante faça parte do acordo.

"Essa organização não tem mais de cem combatentes em Ghouta Oriental, não afeta nem positiva nem negativamente e não está incluída em nenhum acordo", concluiu.

Além disso, confirmou que receberam garantias de que a entrada de ajuda humanitária na região ocorrerá durante as primeiras 48 horas após a entrada em vigor da cessação das hostilidades.

Este pacto coincide com a realização de negociações de paz sobre a Síria em Viena, promovidas pela ONU, e das quais participaram delegações do Executivo de Damasco e da oposição.

No passado Ghouta Oriental, onde vivem 400.000 pessoas cercadas pelos soldados governamentais, foi palco de várias tréguas que sempre terminaram com o reatamento da violência.

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