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Bachelet enviará projeto de nova Constituição ao parlamento do Chile

27/02/2018 13h32

Santiago (Chile), 27 fev (EFE).- A presidente do Chile, Michelle Bachelet, anunciou nesta terça-feira que enviará ao parlamento um projeto de nova Constituição antes de 11 de março, data em que termina o seu mandato.

"Há muitas áreas em que ainda temos que seguir avançando e, certamente, antes do término de meu governo, vou enviar o projeto da nova Constituição", afirmou Bachelet ao participar da abertura de um fórum internacional sobre empresas pela igualdade de gênero.

"Restam 13 dias de governo e seguimos trabalhando à toda velocidade ", indicou Bachelet, que entregará o cargo ao conservador Sebastián Piñera em 11 de março.

Bachelet assegurou que entregará a seu sucessor e aos chilenos um "país melhor, no qual a muita gente mudou de vida, sobretudo as pessoas mais humildes".

A elaboração de uma nova Constituição para o Chile foi um compromisso de Bachelet para o seu segundo governo e, em janeiro de 2017, o governo recebeu as bases populares para a nova Carta Magna, formadas pelas ideias que surgiram em mais de 8 mil assembleias locais que foram realizadas durante o ano anterior.

Em 850 páginas, esse documento coletou as contribuições de 204.402 pessoas que participaram de conselhos populares realizados em torno da iniciativa, anunciada pela governante em outubro de 2015.

Em abril do ano passado, Bachelet assinou um projeto que estabelecia a criação de uma Convenção Constitucional, que deverá ser aprovada pelo parlamento, para redigir a nova Constituição.

A convenção, na qual nenhum bloco político tem maioria suficiente para aprovar leis sozinho, deverá decidir o mecanismo para aprovar a nova Carta Magna, entre fórmulas que incluem um plebiscito e uma Assembleia Constituinte.

Bachalet definiu a futura Constituição como "moderna, madura, popular, que se adeque às mudanças culturais dos últimos 25 anos" no Chile.

A Constituição atual, que data de 1980, foi imposta pela ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990) e sofreu algumas modificações durante o governo do socialista Ricardo Lagos (2000-2006).

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