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Campanha de cirurgiões nos EUA ensina a lidar com emergência em ataque

31/03/2018 20h02

Los Angeles, 31 mar (EFE).- Os ataques ocorridos nos últimos anos nos Estados Unidos fizeram com que um grupo de cirurgiões criasse a campanha "Conter o sangramento", com um ato realizado neste sábado, no qual as pessoas podiam aprender a controlar hemorragias em casos de emergência.

De acordo com o Colégio de Cirurgiões dos Estados Unidos, 20 de cada 100 pacientes com hemorragia morrem porque ninguém soube como "estancar o sangue" enquanto o socorro médico chegava. A ideia hoje era treinar as pessoas.

"A primeira causa de morte é a hemorragia. Se algo tivesse sido feito para parar o sangramento muitos não teriam falecido. O melhor momento para intervir e deter o sangramento é na hora e no lugar onde ocorrem, por pessoas que estão ali", disse à Agência Efe Kenji Inaba, diretor do programa de cirurgia geral da Escola de Medicina William Keck, da Universidade do Sul da Califórnia (USC), em Los Angeles.

A iniciativa "Stop the Bleed", no original, surgiu depois do massacre na Escola Sandy Hook, em Newtown, em dezembro de 2012 e com o objetivo de que "as técnicas para conter as hemorragias fossem do conhecimento de todos", como explicou Inaba.

De acordo com o site da campanha, que disponibiliza vídeos e tutoriais, em quatro anos 124.350 pessoas foram treinadas por 15.332 especialistas nos Estados Unidos. No resto do mundo, o número chega a 133.113 pessoas treinadas por 16.160 profissionais.

Segundo estatísticas do grupo, 20% das "mortes previsíveis" por causa de "lesões traumáticas" são por "sangramento".