Líbano tem eleição com participação de 49,2% da população, diz governo

Beirute, 6 mai (EFE).- A participação nas eleições parlamentares do Líbano, as primeiras em nove anos, ficou em 49,2%, contra os 54% do pleito de 2009, anunciou o ministro do Interior, Nouhad Machnouk, neste domingo (6).

Em um pronunciamento, ele afirmou que quase a metade dos mais de 3,5 milhões de libaneses habilitados compareceram às urnas, que abriram às 7h e fecharam às 19h, no horário local. O resultado final deve ser conhecido amanhã de manhã.

Machnouk fez um agradecimento aos libaneses que votaram e alertou que quem não foi "terá que assumir as responsabilidades no futuro". Ele afirmou que não foram registrados "grandes incidentes", mas informou que um homem ficou ferido em Akkar, no norte do país, quando foram disparados tiros para o alto durante uma comemoração, uma prática comum no país.

Analistas políticos não esperam grandes mudanças na configuração do Parlamento libanês, hoje controlado pelo grupo Hezbollah, o Corrente do Futuro, do atual primeiro-ministro, Saad Hariri; e pelo cristão Corrente Patriótica Livre, do presidente Michel Aoun. A influência do Irã e da Arábia Saudita na política nacional possivelmente continuarão tendo um papel importante na criação da nova Assembleia Legislativa, que será composta por 64 deputados cristãos e 64 muçulmanos.

Pela primeira vez, a votação foi realizada com o sistema proporcional e com voto preferencial. Esta também foi a primeira vez em que 82.970 libaneses que moram no exterior puderam participar da votação.

As eleições aconteceram depois de três prolongamentos do mandato do Parlamento - em 2013, 2014 e 2017 -, amparados pela instabilidade política gerada pela guerra na Síria, que faz fronteira com o Líbano.

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