IML cubano identifica 74 das 112 vítimas de acidente aéreo em Havana

Havana, 25 mai (EFE).- O Instituto de Medicina Legal de Cuba identificou até o momento 74 das 112 pessoas que morreram há uma semana na queda de um avião da companhia Cubana de Aviación que tinha acabado de decolar do aeroporto de Havana.

Nessa apuração não estão incluídas as duas mulheres que sobreviveram ao acidente e morreram nos dias posteriores em um hospital da capital, onde ainda permanece internada uma terceira mulher, transformada na única sobrevivente do acidente.

Do total de corpos reconhecidos, 64 são cubanos e dez correspondem a estrangeiros que viajavam na aeronave: dois argentinos, duas saarauís e seis mexicanos, entre os quais se encontram cinco dos seis integrantes da tripulação.

Dos tripulantes só falta identificar a aeromoça María Daniela Ríos Rodríguez, razão pela qual se pediu ao México informações de sua arcada dentária, segundo disse o legista Jorge González, citado pelo site oficial Cubadebate.

O especialista, conhecido por sua participação nos trabalhos de reconhecimento dos restos mortais do guerrilheiro argentino-cubano Ernesto Che Guevara na Bolívia, afirmou que o trabalho dos peritos foi "intenso" devido ao fato de que as vítimas apresentavam múltiplos traumatismos e muitas delas estavam calcinadas.

González considerou que nesse estado se torna "quase impossível" obter informação para a identificação dos corpos, mas ressaltou que, apesar disso, em cinco dias a equipe de Medicina Legal conseguiu reconhecer 68% do total de 112 vítimas mortais do acidente.

Além disso, destacou a notável colaboração das instituições e dos familiares, que, ainda no meio da dor pela perda de seus entes queridos, fizeram todo o possível para ajudar na identificação das vítimas.

A catástrofe aérea aconteceu no último dia 18 de maio, quando o Boeing 737-200 que operava o voo DMJ-972 com destino a Holguín (700 quilômetros ao leste de Havana) caiu na terra minutos depois de sua decolagem do Aeroporto Internacional José Martí por causas que ainda estão sendo investigadas.

O avião pertencia à companhia aérea mexicana Global Air e a Cubana de Aviación o operava em regime de aluguel.

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