China e Burkina Faso estabelecem relações diplomáticas

Pequim, 26 mai (EFE).- Os ministros de Relações Exteriores da China e de Burkina Faso selaram neste sábado o estabelecimento das relações diplomáticas entre ambos países, dois dias depois que a nação africana anunciou o fim de seus laços com Taiwan.

Em um ato realizado no complexo residencial de Diaoyutai, ao noroeste de Pequim, Wang Yi e Alpha Barry assinaram o restabelecimento das relações - que estiveram em vigor entre 1973 e 1994 - ao Burkina Faso reconhecer o princípio de uma só China e aceitar que Taiwan seja parte inalienável de seu território.

"O presidente de Burkina Faso, (Roch Marc Christián) Kaboré, está muito satisfeito com a decisão tomada por ambos lados e que as conversas de alto nível tenham dado resultados positivos", afirmou em entrevista coletiva o ministro burquinês.

Barry destacou que dado o desenvolvimento econômico da China, Burkina Faso quer se beneficiar de sua "expertise" e focar na cooperação em diferentes áreas como saúde, tecnologia, manufaturas, defesa, segurança e educação, entre outras.

"Juntos temos que facilitar a realização de projetos regionais com outros países africanos com os quais compartilhamos espaços econômicos", acrescentou, ao mesmo tempo que convidou uma delegação chinesa a visitar o país para poder estabelecer o marco de cooperação entre ambas.

Segundo destacou, com o estabelecimento de laços com a China, as empresas dos dois países poderão desenvolver as atividades em um "marco mais seguro e previsível".

Por sua vez, Wang lembrou que recentemente a China aumentou o número de aliados diplomáticos, após as recentes adesões do Panamá, Porto Príncipe e da República Dominicana - esta última há menos de um mês.

"A China quer ser um parceiro essencial de todos os países africanos. Agora estamos mais perto deste objetivo, só resta um país africano que não estabeleceu relações diplomáticas com a China e esperamos que em breve passe a fazer parte da família de amigos da China", disse em alusão à Suazilândia, o único país do continente que mantém laços com Taiwan.

Wang afirmou que o presidente da China, Xi Jinping, convidou o seu colega burquinês a comparecer ao Fórum de Cooperação África-China (FOCAC, pelas sigla em inglês) que será realizado em setembro na capital asiática, e que este aceitou o convite.

Burkina Faso era o aliado diplomático taiuanês de maior tamanho (270 mil quilômetros quadrados e 15 milhões de habitantes). O país africano manteve relações com Taiwan de 1961 até 1973 e de 1994 até agora, enquanto teve com a China entre 1973 e 1994.

Após esta perda, Taiwan conserva 18 aliados diplomáticos, dos quais a maioria - dez - está na região de América Latina e do Caribe: Belize, El Salvador, Guatemala, Honduras, Nicarágua, Haiti, São Cristóvão e Nevis, São Vicente e Granadinas, Santa Lúcia, e Paraguai.

Os outros são seis países da Oceania (Ilhas Salomão, Tuvalu e as repúblicas de Kiribati, Nauru, Palau e Ilhas Marshall), um país africano (Suazilândia) e um europeu (Vaticano).

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