Duque apela para união e Petro para virada no segundo turno na Colômbia

Bogotá, 27 mai (EFE).- Depois de passar para o segundo turno das eleições presidenciais colombianas, o candidato uribista Iván Duque apelou neste domingo para a união para ganhar o pleito, enquanto o esquerdista Gustavo Petro acredita que vai virar os quase três milhões de votos de diferença para seu adversário.

Duque obteve 7.569.693 votos, 39,14% do total, e Petro conseguiu 4.589.696 (25,08%), por isso que entre ambos se definirá no dia 17 de junho o sucessor de Juan Manuel Santos na Presidência do país entre 2018-2022.

Perante esta situação, o candidato do uribista Centro Democrático se apresentou como a pessoa ideal para unir o país e que acredita que isto é o que ele precisa para progredir.

"Os colombianos nos deram um voto de confiança para que iniciemos uma grande transformação (...) Quero ser o presidente que una o país, que não governe com espelho retrovisor, mas olhando para o futuro da Colômbia", afirmou Duque para uma multidão de simpatizantes em Bogotá, após saber dos resultados.

O candidato do Centro Democrático avaliou, além disso, ter conseguido o resultado mais alto em um primeiro turno na história da Colômbia e agradeceu a todos os que apoiaram suas propostas e ideias durante uma longa campanha que começou no dia 10 de dezembro, quando foi eleito candidato do seu partido.

Para o segundo turno, Duque, no meio de uma ovação generalizada e do apoio irrestrito de seus simpatizantes, convidou Petro a "debater com clareza e com altura".

"Estamos prontos para o confronto de ideias e de propostas, estamos prontos para dar à Colômbia um debate com altura onde possamos mostrar nossas diferenças e que os colombianos nas urnas definam o rumo do país, porque tenho certeza de que a esperança está acima do ódio de classes", disse o uribista.

Petro, que reuniu quase mil pessoas em pleno centro de Bogotá, apelou para a virada da ampla diferença para seu rival, ao afirmar que Duque já tocou seu teto eleitoral.

"Duque parece ter um teto e por outro lado somos nós, as forças livres da cidadania, as que não parecemos ter teto. Seguimos avançando com passo firme, constante, sempre em frente, vocês podem ter certeza de que vamos vencer", disse o candidato esquerdista.

O candidato da Colômbia Humana convidou o rival liberal, Humberto de La Calle, e o da Coalizão Colômbia, Sergio Fajardo, a se unirem a sua campanha, e pediu ao direitista Germán Vargas Lleras a "repensar a política".

"Temos que nos converter em uma maioria, e essa maioria deve ser convocante e sedutora. Convocar a diferença, seduzir os que ainda duvidam", acrescentou.

Petro, que tinha denunciado uma suposta fraude que estava sendo preparada nestas eleições, destacou que os dados oficiais do pleito coincidem com os de uma auditoria promovida pelo seu movimento.

Por outro lado, De La Calle lamentou não ter fechado uma aliança com Fajardo que lhes teria permitido avançar para o segundo turno, pois os seus votos somariam 25,79%, enquanto Petro obteve 25,08%.

"Ratifico minha admiração por Sergio Fajardo, lamento que quando era legalmente possível, o meu convite persistente para formar uma aliança não teve sucesso, apesar de tudo mostrar e mostra que poderia ser o vencedor, este foi o ponto de virada da campanha", afirmou De La Calle.

Fajardo, que obteve a maior votação em Bogotá, afirmou que a Coalizão Colômbia (centro-esquerda) que liderou vai chegar a todos os cantos do país no ano que vem com sua luta contra a corrupção e a sua promoção da educação.

"Não podemos descansar um minuto na luta contra a corrupção, no Congresso nos vai representar um grupo muito seleto de pessoas (...) e nos vão honrar, nos vão representar com toda a altura", destacou Fajardo.

Enquanto isso, Vargas Lleras, que ocupou o quarto lugar do pleito com 7,28% dos votos, afirmou que pensará bem quem vai apoiar no segundo turno que qualificou como "polarizado".

Para o segundo turno, Duque levantará a bandeira de "uma nova geração", enquanto Petro diz que se ganhar "toda a diversidade colombiana", incluindo a política, "vai ser respeitada e fortalecida pelo Governo".

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