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Okinawa pede redução de tropas dos EUA no aniversário de batalha da II Guerra

23/06/2018 04h46

Tóquio, 23 jun (EFE).- O arquipélago de Okinawa, no Japão, lembrou neste sábado o 73º aniversário da feroz batalha da qual foi palco durante a Segunda Guerra Mundial e suas autoridades pediram a redução do número de tropas dos Estados Unidos em seu território.

Cerca de 5 mil pessoas, entre elas o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, participaram da cerimônia realizada no Parque da Paz, em Itoman, local onde finalizou após três meses de combates a Batalha de Okinawa, que custou a vida de aproximadamente 200 mil militares e civis.

Durante seu discurso, o governador do arquipélago, Takeshi Onaga, destacou que "o momento de distensão começou" - em referência a aproximação e conversas entre EUA e Coreia do Norte -, por isso que a enorme presença das tropas americanas em Okinawa "vai contra essa tendência".

É comum que as autoridades das ilhas aproveitem o aniversário para ressaltar a enorme presença de tropas americanas que ainda apoiam esse pequeno arquipélago, que tem cerca de 75% das instalações militares americanas no Japão.

As bases militares, que ocupam um quinto da superfície da ilha principal, foram construídas me terras desapropriadas durante o período de ocupação americana que durou até 1972, duas décadas a mais do que no resto do Japão.

A batalha de Okinawa, que aconteceu de abril a junho de 1945, foi a única invasão terrestre dos Estados Unidos no Japão durante a II Guerra Mundial, e aconteceu poucos meses antes da rendição total do país como consequência das bombas atômicas sobre Hiroshima e Nagasaki.

O sangrento confronto durou três meses e custou a vida de um em cada quatro habitantes de Okinawa, cerca de 94 mil no total, além de outros 94 mil soldados japoneses e 12,5 mil americanos.