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Trump defende resposta ao furacão em Porto Rico, apesar do número de mortos

29/08/2018 19h29

Washington, 29 ago (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu nesta quarta-feira que o seu governo fez um "trabalho fantástico" na sua resposta dada ao furacão Maria, que arrasou Porto Rico no ano passado.

Um dia depois que um estudo solicitado pelas autoridades de Porto Rico elevar a 2.975 o número de mortos como consequência da passagem de Maria, Trump contestou a ideia de que o governo federal não fez o suficiente na crise.

"Acredito que fizemos um trabalho fantástico e ainda estamos ajudando Porto Rico. Destinamos bilhões de dólares a eles. E foi muito duro, não esqueçam que sua usina elétrica estava morta antes da tempestade", disse Trump em declarações aos jornalistas na Casa Branca.

Ele defendeu que "a maioria das pessoas de Porto Rico realmente aprecia" o que o governo federal fez e afirmou que o governador da ilha, Ricardo Rosselló, "está muito feliz com o trabalho" da Casa Branca.

"Só espero que não sejam atingidos outra vez (um furacão), porque foram duas (tempestades) seguidas, e era algo que nunca tinha visto antes", disse Trump.

O número de mortos calculado no estudo encomendado pelo governo da ilha e publicado ontem transforma o furacão Maria em uma das piores tragédias por desastre natural da história americana, muito acima dos 1.880 mortos provocados pelo Katrina, em Nova Orleans, em 2005. As autoridades da ilha defenderam durante meses que o ciclone tinha deixado 64 mortes, enquanto o novo estudo, elaborado pela Universidade George Washington, calcula que foram 2.975 vítimas, e uma análise da Universidade de Harvard divulgada em maio dizia que o saldo era 4.645 falecidos.

O governo federal também minimizou o peso das consequências da passagem do ciclone e durante a sua visita a Porto Rico em outubro, Trump disse que o furacão Maria não era "uma catástrofe real" como foi o Katrina.