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Novo pacote suspeito é enviado à sede da rede de televisão "CNN"

29/10/2018 13h15

Washington, 29 out (EFE).- As autoridades dos Estados Unidos interceptaram nesta segunda-feira outro pacote suspeito enviado à sede da rede de televisão americana "CNN", o 14º artefato com estas caraterísticas dirigidos a figuras democratas e à emissora.

"Outro pacote suspeito enviado à 'CNN' foi interceptado. Desta vez em Atlanta. Todas as correspondências estão sendo inspecionadas fora do local", afirmou a "CNN" na conta oficial de sua equipe de imprensa no Twitter.

Além disso, o presidente da emissora, Jeff Zucker, informou em comunicado que não existe um "perigo iminente" para a sede da empresa, situada nessa cidade, capital do estado da Geórgia.

"Todo as correspondências, em todas as delegações domésticas da 'CNN', estão sendo inspecionadas em outras instalações desde a última quarta-feira, portanto este pacote não teria chegado diretamente à sede da 'CNN'", detalhou Zucker.

O caso acontece após o envio de outros pacotes na última semana ao ex-presidente Barack Obama (2009-2017) e à ex-secretária de Estado Hillary Clinton, embora sem o risco de chegarem a ser abertos por eles, assim como ao investidor e filantropo Georges Soros.

Outro pacote foi enviado ao edifício Time Warner de Nova York, onde estão localizados os escritórios da "CNN", que tinha como destinatário o ex-diretor da CIA John Brennan (2013-2017), outro inimigo político do presidente dos EUA, Donald Trump, segundo vários veículos de imprensa americanos.

Também foi encontrado outro volume no escritório de uma conhecida congressista democrata, Debbie Wasserman Schultz, na cidade de Sunrise (no sul da Flórida), cujo destinatário era Eric Holder, que foi procurador-geral dos EUA durante o primeiro mandato de Barack Obama.

O suposto autor do envio destes pacotes, Cesar Sayoc, foi detido na última sexta-feira pelas autoridades, que o encontraram após identificarem impressões digitais no artefato enviado à congressista democrata Maxine Waters.

De acordo com veículos de imprensa locais, o acusado comparecerá pela primeira vez diante de um juiz por este caso em uma Corte Federal de Miami, na Flórida.