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Rússia prolonga investigação sobre detenção de marinheiros ucranianos

2019-01-12T08:38:00

12/01/2019 08h38

Moscou, 12 jan (EFE).- A Rússia prolongou até o dia 25 de maio a investigação prévia ao julgamento que será realizado por conta do incidente naval no Mar Negro envolvendo 24 marinheiros ucranianos que foram detidos em novembro, informaram neste sábado fontes judiciais.

Esta decisão foi tomada depois que o Serviço Federal de Segurança russo (FSB, antiga KGB) solicitou o prolongamento até 26 de abril da prisão preventiva dos marinheiros.

Na próxima terça-feira, o tribunal de distrito de Lefortovsky de Moscou decidirá sobre o pedido do FSB, segundo a agência "Interfax".

A Rússia acusa os 24 marinheiros da Marinha ucrania de cruzamento ilegal de sua fronteira no dia 25 de novembro, quando foram detidos junto com três navios pela Guarda Costeira russa no Mar Negro, perto do litoral da Crimeia.

O Código Penal russo sanciona com até 6 anos de prisão o cruzamento ilegal da fronteira em grupo com o uso de armas ou ameaça de seu uso.

A Ucrânia classifica como ato de agressão a captura de seus navios e denuncia que a mesma aconteceu em águas internacionais do Mar Negro, depois que a Guarda Costeira russa fechou a passagem pelo estreito de Kerch, quando dirigiam-se para o Mar de Azov.

Os marinheiros, três dos quais ficaram feridos quando as forças russas dispararam contra seus navios, são considerados prisioneiros de guerra e se negaram a prestar depoimento.

O Governo de Kiev denunciou a detenção diante do Tribunal Europeu de Direitos Humanos (TEDH). EFE

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