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Isralenses são achadas mortas em casa do filho de uma delas na Argentina

26/01/2019 23h12

Buenos Aires, 26 jan (EFE).- A polícia da Argentina encontrou neste sábado os corpos de duas irmãs israelenses desaparecidas há duas semanas, enterrados na casa do filho de uma delas, a quem tinham ido visitar em Mendoza, no oeste do país.

Os corpos de Pyrhia Sarusi, de 63 anos, e Lily Pereg, de 54, mãe e tia, respectivamente, de Gil Pereg, o suposto assassino, de 36 anos, "estavam tapados com pedras e terra" a uma profundidade de entre 1,50 e 1,80 metros, segundo afirmou a promotora do caso, Claudia Ríos, em entrevista à imprensa coletadas pela agência "Télam".

O homem, que vivia na Argentina há mais de dez anos, foi detido na sexta-feira e neste sábado foi acusado pela promotora de "homicídio agravado" pelo vínculo com a mãe e de "homicídio simples" pelo vínculo com a tia.

A polícia já havia encontrado manchas de sangue em uma bolsa de cimento, cuja análise testou positivo para as duas irmãs, e também foram encontradas manchas similares na camiseta de Pereg.

As mulheres apareceram no local em que os cachorros especializados em busca de pessoas tinham marcado na revista realizada na semana passada, com a roupa que vestiam no dia do desaparecimento (12 de janeiro, chegaram a Mendoza um dia antes), e seus passaportes israelenses e australiano, que pertencia à mãe do detido.

Os investigadores explicaram que, embora tenha sido "bastante inteligente no seu relato", sempre suspeitaram de Gil Pereg, a última pessoa que supostamente esteve com as mulheres, e embora tenham esperado corroborar os indícios para detê-lo, o mantiveram vigiado durante as duas últimas semanas para evitar uma possível fuga.

A promotora contou que, depois de ser detido, Gil Pereg, que está em uma prisão da província de Mendoza, ameaçou se suicidar. EFE