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Francisco deixa Panamá após encerramento da Jornada Mundial da Juventude

27/01/2019 22h09

Panamá, 27 jan (EFE).- O papa Francisco deixou neste domingo o Panamá após o encerramento da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), na qual pediu que os jovens evitem os rótulos e solicitou que os bispos centro-americanos estejam perto do sofrimento das pessoas nesta região, assolada pela violência e pela pobreza.

Francisco se despediu no aeroporto internacional de Tocumen em um ato oficial liderado pelo presidente do Panamá, Juan Carlos Varela, e sua esposa e primeira-dama, Lorena Castillo, e às 18h26 local (20h26, em Brasília) partiu no Boeing 787 Dreamliner da companhia aérea Avianca rumo a Roma.

Nos cinco dias que esteve no país, Francisco ofereceu uma dezena de discursos diante de centenas de milhares de pessoas, em atos com funcionários governamentais, diplomatas e bispos, e em visitas a um centro de menores e um lar para doentes de Aids.

A corrupção, a transparência na administração pública e privada, a inclusão, o reconhecimento dos povos indígenas, a violência, os feminicídios e a migração estiveram entre os temas abordados pelo máximo pontífice.

Neste último dia de JMJ, o papa dedicou palavras à Venezuela e disse que "diante da grave situação que atravessa", pede "ao Senhor que busque e alcance uma solução justa e pacífica para superar a crise, respeitando os direitos humanos e desejando o bem de todos os habitantes do país".

Além disso, Francisco expressou seus pêsames pela tragédia da barragem que se rompeu no Brasil, que deixou até agora dezenas de mortos.

Em todos os discursos, o papa pediu que as novas gerações questionem, vejam o mundo desde uma perspectiva de comunidade e se transformem em "influenciadores" de Deus, como foi Maria, segundo disse o papa.

Além disso, Francisco pediu aos bispos da América Central que estejam perto do sofrimento de sua gente.

Esta foi a primeira Jornada Mundial da Juventude realizada na América Central e na missa de encerramento estiveram presentes cerca de 700 mil pessoas, segundo os organizadores.

Este último ato do papa também foi acompanhado pelo presidente panamenho Varela e seus colegas da Costa Rica, Carlos Alvarado; Colômbia, Iván Duque; Guatemala, Jimmy Morales; El Salvador, Salvador Sánchez; Honduras, Juan Orlando Hernández; e Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa.

A próxima JMJ será realizará em Lisboa, em Portugal, em 2022. EFE