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Órgãos de aviação dos EUA discutem pilotagem do Boeing 737 MAX 8

13/03/2019 15h28

Nova York, 13 mar (EFE).- O acidente do último domingo na Etiópia com um Boeing 737 MAX 8 gerou polêmica nos Estados Unidos sobre a pilotagem dessa aeronave depois que foram reveladas pelo menos duas queixas de pilotos sobre o seu uso, enquanto associações de pilotos insistem na capacitação dos seus membros para pilotá-lo.

A Associação de Pilotos Aliados (APA, na sigla em inglês) mostrou confiança no modelo e insistiu sobre a "habilidade" dos pilotos do para voar com segurança.

"Os pilotos da maior companhia aérea do mundo têm a formação e a experiência necessárias para solucionar problemas e tomar medidas decisivas na cabine de voo para proteger nossos passageiros e tripulação", diz o comunicado da APA, em consonância com várias organizações de pilotos.

As posições destas organizações americanas foram também respaldadas pela Administração Federal de Aviação dos EUA, que ontem afirmou que após uma revisão das aeronaves de tal modelo não vê "nenhuma base para ordenar que o avião seja mantido em terra".

No entanto, vários veículos de imprensa locais têm repercutido dois relatórios anônimos reportados no ano passado por pilotos que já voaram com o Boeing 737 MAX 8, que mostraram preocupação com uma "inclinação aguda" do nariz do avião quando o piloto automático era acionado, o que se solucionou desligando-o.

Após outro acidente na Indonésia em outubro de 2018 de um 737 MAX 8, no qual morreram 189 pessoas, as investigações apontaram que entre os vários fatores que provocaram a queda do avião estava um sistema automático, denominado MCAS, que em determinadas circunstâncias inclina para abaixo o nariz do avião quando detecta que o aparelho não tem velocidade suficiente para se manter no ar.

O acidente do último domingo, no qual morreram 157 pessoas, levou 50 países a não permitir a entrada em seu espaço aéreo deste modelo fabricado pela Boeing.

Várias companhias também decidiram manter seus 737 MAX 8 temporariamente em terra, o último o Canadá.

Estas medidas causaram uma grave crise na Boeing, que entre segunda e terça-feira perdeu na Bolsa de Nova York quase US$ 27 bilhões.

Na metade do pregão desta quarta-feira, as ações da companhia oscilavam em leve alta ou em baixa, em um tipo de tentativa de estabilização da sua cotação. No início da tarde, a Boing operava em leve baixa de 0,13%. EFE