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Polícia de Israel fecha conta no Telegram e detém 40 por tráfico de drogas

2019-03-13T08:06:00

13/03/2019 08h06

Jerusalém, 12 mar (EFE).- A rede israelense de distribuição de maconha Telegrass, que funcionava em nível virtual através do serviço de mensagem Telegram, sofreu um duro golpe depois que a polícia fechou este canal e deteve mais de 40 pessoas supostamente envolvidas em sua gestão.

Telegrass era muito popular em Israel e conhecida como uma rede para comprar e vender drogas e, segundo os corpos policiais, contava com milhares de distribuidores e dezenas de milhares de usuários que encomendavam entorpecentes de forma anônima, sobretudo maconha, embora também há registros de cocaína e MDMA, informou o jornal local "Times of Israel".

A operação policial, de grande envergadura, terminou com a detenção de 42 pessoas e a desarticulação do grupo que administrava o Telegrass e foi coordenada em nível internacional, já que houve detenções na Ucrânia, Estados Unidos e Alemanha, indicou o site israelense "Ynet".

Entre os detidos está o principal gerente do aplicativo, que vive nos Estados Unidos e foi detido na Ucrânia. Israel solicitará sua extradição.

Os funcionários de Telegrass trabalhavam de maneira anônima e garantiam também o anonimato de seus clientes graças ao uso do aplicativo Telegram, que tem uma estrita política de privacidade e mensagens cifradas.

A investigação policial, que durou vários meses, reuniu todas suas provas através de um agente infiltrado dentro da própria rede, informou o "Canal 13" israelense.

Os suspeitos detidos no país serão levados diante da Justiça e foram interrogados por acusações de administrar e financiar uma organização criminosa, comercializar drogas perigosas, conspirar para cometer um crime e outro tipo de crimes fiscais, como lavagem de dinheiro.

A operação acontece depois das declarações do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, quando em uma transmissão pelo Facebook através da conta de seu partido, o Likud, disse estar avaliando a possibilidade de legalizar o uso recreativo de maconha.

Esta questão voltou à pauta pela campanha eleitoral a favor da legalização da maconha da formação direitista Zehut, liderada por Moshe Feiglin, antigo parlamentar do Likud, a quem as pesquisas preveem que poderia obter representação institucional no pleito geral 9 de abril.

Israel impulsiona a produção de maconha medicinal e o Governo aprovou no final de janeiro a exportação deste produto e de seus derivados. EFE