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Brasil e China são principais atores do crescimento de investimento Sul-Sul

21/03/2019 13h21

Buenos Aires, 21 mar (EFE).- O investimento Sul-Sul e o mercado entre os países desta demarcação regional continuam crescendo graças, sobretudo, às ações de Brasil e China, que se posicionaram como atores de "crescente influência", segundo um estudo apresentado nesta quinta-feira pela ONU.

O relatório divulgado nesta quinta-feira no marco da II Conferência de Alto Nível das Nações Unidas sobre cooperação Sul-Sul (PABA+40), em Buenos Aires, mostra também que o conhecimento compartilhado facilitará a cooperação Sul-Sul e que nela terá um papel "vital" o Grupo de Estados Africanos, Caribenhos e do Pacífico (ACP).

"De acordo com a experiência de vários países do ACP que acumularam riqueza de conhecimento, experiência e aprenderam lições sobre suas práticas de cooperação Sul-Sul, o ACP está disposto a ter um papel de ponte", destacou o secretário-geral do grupo, Patrick Gomes, em declarações divulgadas no estudo.

O Grupo de Estados Africanos, Caribenhos e do Pacífico é uma organização criada após o Acordo de Georgetown de 1975 com o objetivo de tratar sobre o desenvolvimento sustentável de seus países-membros e sua integração gradual na economia global.

Além disso, o estudo estabelece uma relação entre a cooperação de países do sul e o desenvolvimento global, dando especial ênfase ao Acordo de Paris sobre mudança climática e à Agenda 2030 da ONU, que será um dos principais temas nesta PABA+40.

A Agenda 2030 é um compromisso mundial que a ONU aprovou em 2015 que trabalha com 17 objetivos pelo desenvolvimento sustentável, entre os quais se contemplam o fim da pobreza, a igualdade de gênero, a saúde e a ação pelo clima.

A PABA+40 é a atualização do Plano de Ação de Buenos Aires aprovado há mais de 40 anos, um dos eventos pioneiros na cooperação de países em vias de desenvolvimento, e nesta nova edição tem como objetivo refazer e modernizar o estipulado na capital argentina em 1978 e avançar na implementação da Agenda 2030. EFE

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