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Explosão de carro-bomba deixa ao menos 18 mortos e 25 feridos na Somália

28/03/2019 12h53

(Atualiza o número de mortos e feridos e acrescenta declarações).

Mogadíscio, 28 mar (EFE).- Pelo menos 18 pessoas morreram nesta quinta-feira e outras 25 ficaram feridas pela explosão de um carro-bomba em frente a um restaurante popular no centro de Mogadíscio, a capital da Somália, confirmaram à Agência Efe fontes sanitárias.

"Passaram várias horas até que os corpos fossem encontrados, já que estavam soterrados. As estradas permanecem interditadas na região, enquanto passam por limpeza, mas a situação está voltando à normalidade ", explicou à Efe o médico Mohammed Abshir, do hospital de Madina.

A explosão aconteceu por volta do meio-dia (horário local) na entrada do restaurante Bilsen, localizado na avenida de Al Mukarama e muito próximo do hotel Weheliye, informou à Efe o chefe de polícia local Abdi Nuur Ali.

O serviço de ambulâncias somali Aamin, dirigido por particulares e sem o apoio de recursos públicos, foi o primeiro a chegar ao local e socorrer os feridos, que foram levados para hospitais próximos.

Empreendimentos vizinhos ao restaurante popular, como um salão de beleza e um supermercado, também ficaram muito danificados após a explosão.

Embora ninguém tenha reivindicado ainda a autoria do ataque, o grupo jihadista Al Shabab costuma cometer esses atentados com carros-bomba contra estabelecimentos de lazer e edifícios governamentais.

A organização terrorista, que se filiou em 2012 à rede internacional da Al Qaeda, controla parte do território no centro e no sul do país e pretende instaurar na Somália um Estado islâmico de linha wahhabita.

"A Somália é um país no qual o governo compete pelo poder, enquanto civis morrem nas ruas nesses ataques, sem que haja qualquer investigação", disse à Efe o deputado opositor Mohammed Isak Ali após o atentado.

O parlamentar culpou o governo somali de não ter uma resposta adequada à ameaça terrorista e de dedicar seus esforços à "marginalização dos grupos opositores".

Em 23 de março, pelo menos 11 pessoas morreram e outras 17 ficaram feridas em diversas explosões em vários pontos da cidade, onde terroristas do Al Shabab ocuparam um ministério do governo somali e, entre as vítimas fatais, estava o vice-ministro do Trabalho, Saqar Ibrahum Abdalla.

A Somália vive em um estado de guerra e caos desde 1991, quando a queda do ditador Mohammed Siad Barre deixou o país sem governo efetivo e nas mãos de milícias islamitas e senhores da guerra. EFE