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Ebola matou mais de 2.000 em um ano na República Democrática do Congo

28.mar.2019 - Membro da Cruz Vermelha  escreve o nome da congolesa Kahambu Tulirwaho que morreu de Ebola - Baz Ratner/Reuters
28.mar.2019 - Membro da Cruz Vermelha escreve o nome da congolesa Kahambu Tulirwaho que morreu de Ebola Imagem: Baz Ratner/Reuters

Em Kinshasa (República Democrática do Congo)

30/08/2019 07h43

Um total de 2.006 pessoas morreram por ebola no nordeste da República Democrática do Congo (RDC) desde que uma epidemia desta doença foi declarada nessa zona em 1 de agosto de 2018, informaram hoje as autoridades congolesa.

Dessas mortes, 1.901 foram confirmadas em exames de laboratório, enquanto as outras são prováveis. Também foram registrados 3.004 contágios (2.899 confirmados), indicou em comunicado o Comitê Multisetorial de Resposta ao Ebola (CMRE).

Segundo o último boletim do CMRE com dados recompilados até 28 de agosto, 902 pessoas conseguiram sobreviver à doença.

Em comunicado, a Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu aos parceiros envolvidos na resposta ao surto que "aumentem a presença no terreno para conter o ebola e atalhar uma das maiores e mais complexas crises humanitárias do mundo".

Este surto - o mais letal da história da RDC e o segundo do mundo por mortes e casos, após a epidemia na África Ocidental de 2014 -, foi declarou há pouco mais de um ano nas províncias de Kivu do Norte e Ituri.

No entanto, o controle da epidemia foi dificultado pela rejeição de algumas comunidades a receber tratamento e pela insegurança na região, onde operam vários grupos armados.

Desde 8 de agosto de 2018, quando começaram as vacinações, mais de 207.550 pessoas foram inoculadas, de acordo com os últimos números do CMRE.

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