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Sem oposição presente, partido de Evo Morales elege novo presidente da Câmara

O ex-presidente da Bolívia, Evo Morales, acena durante sua chegada na Cidade do México, México - Luis Cortes/Reuters
O ex-presidente da Bolívia, Evo Morales, acena durante sua chegada na Cidade do México, México Imagem: Luis Cortes/Reuters

De La Paz, Bolívia

14/11/2019 10h21

O Movimento al Socialismo (MAS), partido de Evo Morales, elegeu na madrugada desta quinta-feira Sergio Choque como o novo presidente da Câmara dos Deputados da Bolívia, em sessão que não teve a presença de representantes do bloco que se opunha ao ex-presidente.

A legenda, que tinha maioria na casa, realizou a sessão um dia depois de confusão gerada pela tentativa dos parlamentares favoráveis ao governo que caiu no fim de semana de entrar no prédio do Congresso boliviano, que fica no centro de La Paz.

A Câmara dos Deputados era presidida por Víctor Borda até o último domingo, mas o político foi um dos que renunciou junto com Morales, na derrubada de toda a linha sucessória do país.

Borda foi uma das figuras ligadas ao governo que sofreu ataques dos oposicionistas, inclusive, tendo a casa, localizada na cidade de Potosí, incendiada por manifestantes.

Dos 130 deputados na atual legislatura, o MAS conta com 88, que ontem elegeram Choque como presidente da Câmara. O novo líder garantiu, no entanto, que conta com o apoio de uma integrante da oposição, Inés López, da Unidad Nacional.

De acordo com a ordem sucessória da Bolívia, depois do presidente e do vice eleitos, assumem o presidente do Senado e o da Câmara, nessa ordem. Na última terça-feira, a senadora oposicionista Jeanine Áñez, se autoproclamou chefe de governo, diante da vacância de todos os cargos anteriores.

Durante a sessão que elegeu Choque, os deputados do MAS criticaram o que classificaram de perseguição, que estaria sendo feito pela Polícia e Exército, contra os apoiadores do antigo governo.

Morales renunciou depois que a Organização dos Estados Americanos (OEA) afirmou ter encontrado graves irregularidades nas eleições presidenciais ocorridas em 20 de outubro. O agora ex-mandatário chegou a admitir um novo pleito, mas as forças de segurança exigiram que ele deixasse o poder, após mais de duas semanas de protestos. EFE

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