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EUA voltarão a ter embaixador na Bolívia depois de 11 anos

Presidente interina da Bolívia Jeanine Añez comparece a cerimônia em La Paz - Manuel Claure/Reuters
Presidente interina da Bolívia Jeanine Añez comparece a cerimônia em La Paz Imagem: Manuel Claure/Reuters

La Paz

24/01/2020 15h10

Os Estados Unidos preveem voltar a enviar um embaixador à Bolívia, algo que não acontece há 11 anos e é um efeito colateral das relações diplomáticas conturbadas entre os dois países durante o governo de Evo Morales.

"Como próximo passo, os EUA enviarão novamente um embaixador a La Paz", afirmou o subsecretário de Estado para Assuntos Políticos dos EUA, David Hale, em vídeo publicado pela embaixada americana na Bolívia.

Segundo Hale, a chegada de um embaixador a La Paz tem como objetivo normalizar as relações entre os dois países. Além disso, o representante da diplomacia americana ressaltou a vontade de seguir as conversas com o governo interino de Jeanine Áñez.

O subsecretário classificou as próximas eleições de 3 de maio como um "momento crítico" para a Bolívia. O pleito foi convocado depois da anulação da eleição realizada em outubro por suspeitas de fraude.

Hale visitou La Paz na última terça-feira (21), foi recebido por Áñez e antecipou o desejo da Casa Branca de voltar a ter um embaixador na Bolívia. Nos últimos 11 anos, os países eram representados por seus respectivos encarregados de negócios nas capitais.

Morales expulsou em 2008 o então embaixador americano na Bolívia, Philip Goldberg, e funcionários da Agência para o Controle de Drogas dos EUA (DEA) acusando-os de conspirar contra o seu governo.

Cinco anos depois, em 2013, o ex-presidente boliviano fez o mesmo com a Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional (Usaid). O governo americano nega as acusações feitas por Morales.

Antes disso, em 2011, os dois países firmaram um acordo para normalizar as relações bilaterais, mas as conversas não avançaram.

O governo de Áñez se aproximou dos EUA desde a renúncia de Morales e nomeou em novembro do ano passado um embaixador em "missão especial não permanente" para atuar em Washington.

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