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Nova York prevê pico no fim de abril e total de 16 mil mortes por covid-19

Local em Nova York usado como necrotério no 11 de Setembro foi reativado por causa do coronavírus - Eduardo Munoz Alvarez/Getty Images
Local em Nova York usado como necrotério no 11 de Setembro foi reativado por causa do coronavírus Imagem: Eduardo Munoz Alvarez/Getty Images

01/04/2020 20h41

O governador de Nova York, Andrew Cuomo, anunciou nesta quarta-feira que o atual número de casos confirmados de Covid-19 no estado é 83.712 (um aumento de 17.215 nas últimas 24 horas), com 1.941 mortes (391 a mais que ontem), e afirmou que o pico da curva de contágios deverá ocorrer no final de abril.

Em entrevista coletiva diária, o governador disse que a covid-19 pode causar a morte de cerca de 16 mil pessoas no estado de Nova York - o epicentro global da pandemia -, segundo com projeções da Gates Foundation.

A Casa Branca calcula que a doença pode matar entre 100 mil e 240 mil pessoas em todo o país.

De acordo com vários gráficos mostrados por Cuomo, coincidindo com o pico de casos no final de abril, os hospitais da cidade precisarão de 75 mil a 110 mil leitos e de 25 mil a 37 mil respiradores. Os números variam de acordo com o nível de adesão da população às medidas de distanciamento social.

No entanto, Cuomo advertiu que, segundo os cálculos da fundação, o número de mortes permanecerá alto, pelo menos até agosto.

"Nesta guerra, temos de fazer planos para a próxima batalha. Estamos atrasados desde o primeiro dia, este vírus tem estado à nossa frente desde o primeiro dia, assim não se ganha uma guerra. A próxima batalha é o pico, a próxima batalha é o topo da montanha, porque onde vocês veem uma curva eu vejo uma montanha", disse Cuomo.

Durante o discurso, o governador anunciou que serão fechados todos os locais de esportes coletivos, como já havia ameaçado, porque muitos jovens não estavam respeitando o distanciamento social e continuavam jogando em grupo. Apesar disso, insistiu para que os parques públicos continuassem abertos.

Nova York não proibiu os cidadãos de sair ao ar livre, mas ameaçou com multas de até US$ 250 (R$ 1,3 mil) as pessoas que desobedecerem as ordens dos agentes de segurança para manter a distância de dois metros recomendada pelas autoridades.

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