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Maduro acusa Duque de supervisionar "mercenarios" que atacarão Venezuela

04/06/2020 14h37

Caracas, 3 jun (EFE).- O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, acusou nesta quarta-feira o presidente da Colômbia, Iván Duque, de supervisionar pessoalmente o que ele definiu como vários campos de supostos "mercenários" ligados a "paramilitares" que estariam preparando novas incursões contra o país.

"Tenho informações comprovadas, de fontes seguras, de que Iván Duque (...) supervisiona pessoalmente, através de chefes militares, acampamentos em (os departamentos de) Medellín, Antioquia e Norte de Santander, de grupos de mercenários reagrupados com paramilitares para preparar novas incursões contra a Venezuela", declarou Maduro durante um ato de condecoração de militares.

O presidente venezuelano afirmou que Duque, "por orgulho oligárquico", disse que o plano de incursão marítima "deve ser mantido como uma das possibilidades". A declaração de Maduro faz referência aos dois ataques ocorridos há um mês, cometidos por supostos mercenários e nos quais morreram oito pessoas.

O objetivo desses últimos ataques, segundo a Venezuela, era levar Maduro à força para ser preso nos Estados Unidos.

Mais de 60 pessoas foram presas na operação, incluindo dois ex-soldados americanos com identificação de trabalho na empresa Silvercorp, que presta serviços militares terceirizados.

Posteriormente, um assessor do líder da oposição Juan Guaidó, Juan José Rendón, contou que havia assinado um contrato preliminar com a Silvercorp, mas ressaltou que não havia autorizado a incursão.

Maduro também advertiu as forças armadas venezuelanas para que tenham "uma capacidade de ação preventiva, uma capacidade de reação", a fim de tornar o país "inexpugnável a grupos terroristas, mercenários, criminosos e traidores que violam a vida".

Quanto às diferenças políticas dentro da Venezuela, Maduro defendeu que elas devem ser resolvidas "através da Constituição, através de votos e não através de balas". EFE

ahs/id

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